Economia

Veracruz investe mais de 50 M€ em produção de amêndoa no Fundão e Idanha-a-Nova

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2018-11-17 08:20:00

A empresa Veracruz vai instalar no Fundão e Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, um projeto de produção de amêndoa com cinco mil hectares, num investimento superior a 50 milhões de euros, afirmou o seu diretor-geral.

"Primeiro avançamos com dois mil hectares, mas ideia é abrir o capital da empresa e chegarmos a cinco mil hectares de plantação de amêndoa. Em termos de investimento total, está entre 50 a 60 milhões de euros", disse à agência Lusa o diretor-geral da empresa "Veracruz", Gustavo Ramos, que apresentou o projeto durante a conferência "Valorizar o Interior", uma iniciativa organizada pela revista Vida Rural em colaboração com a autarquia fundanense.

Gustavo Ramos esclareceu que a empresa Veracruz é portuguesa e foi criada por dois sócios (um português e outro brasileiro) para levar a cabo este projeto, que será implementado por fases e que também inclui a construção de uma fábrica e a criação de cerca de 60 postos de trabalho diretos.

A primeira fase já está no terreno e compreende a plantação de dois mil hectares, o que implicará mais de dois milhões e meio de amendoeiras, segundo explicou o diretor-geral da Veracruz, que, tal como um dos sócios, é brasileiro.

"Atualmente, a empresa já tem 1.200 hectares: 330 hectares no Fundão e o restante em Idanha-a-Nova. Desses 1.200 hectares, já temos 200 hectares plantados, no Fundão", acrescentou, explicando que, em Idanha-a-Nova, estão agora a decorrer os trabalhos de preparação das terras.

Segundo o diretor-geral, a empresa já comprou uma propriedade no Fundão, mais três em Idanha-a-Nova e pretende ainda adquirir ou arrendar outras áreas.

"A perspetiva é que na primavera de 2021 já possamos estar a colher as primeiras amêndoas, sendo que, quando estivermos em velocidade cruzeiro esperamos colher 2.500 quilos de amêndoas por cada hectare", acrescentou.

Relativamente à unidade fabril, Gustavo Ramos explicou que a localização ainda não está definida, mas que a mesma ficará neste distrito e que deve estar concluída até 2024.

"O outro objetivo, além da plantação, é implementar uma fábrica onde vamos fazer o descasque da amêndoa e onde, posteriormente, faremos o processamento da amêndoa, entrando depois na componente da farinha e dos laminados", referiu.

Acrescentou ainda que já está em estudo a forma de aproveitar a casca da amêndoa e da pele que envolve a casca.

Gustavo Ramos explicou ainda que a existência de água, o clima, a temperatura (existência de horas de frio e de calor), bem como o apoio municipal ou a centralidade relativamente a portos de escoamento de produto e a cidades como Lisboa, Porto e Madrid (Espanha) foram aspetos que pesaram na escolha de Portugal e destes dois concelhos para concretizar o projeto.

 


Publicidade
Meteorologia
Hoje
Amanhã
Noticias
Newsletter
Publicidade
Publicidade
© Diario Digital Castelo Branco 2018
Política de privacidade e cookies
Desenvolvido por citricweb.pt