Interior: Fundão insistiu na atração de investimento e inverteu saldo migratório negativo

O Fundão tem vindo a apostar num Plano de Inovação para a atração de investimento, criação de emprego e fixação de pessoas, cujos reflexos já se fazem sentir na inversão do saldo migratório negativo ou na redução do desemprego.

  • Economia
  • Publicado: 2018-12-12 00:00:00

O Fundão tem vindo a apostar num Plano de Inovação para a atração de investimento, criação de emprego e fixação de pessoas, cujos reflexos já se fazem sentir na inversão do saldo migratório negativo ou na redução do desemprego.

“Em 2015, e pela primeira vez em muitos anos, registamos um saldo migratório positivo. Ou seja, tivemos mais gente a entrar do que a sair. E isto num concelho que até aqui era tipicamente de emigração”, referiu à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes.

O autarca lembrou que, em 2013, “perante a crise e os problemas de baixa densidade verificados”, a prioridade do município foi delinear uma estratégia centrada na atração de empresas, na criação de valor, na competitividade e inovação, na internacionalização e na formação.

“Um dos aspetos relevantes foi o de transformarmos um problema em oportunidade, isto é, mostrarmos que o facto de sermos um território com um baixo custo de vida, com segurança, com boas condições de saúde e de educação podia ser um fator diferenciador e uma mais-valia para a fixação de empresas e de as pessoas”, explicou.

Na atração de empresas, o município direcionou o plano para a área das novas tecnologias, setor que regista um crescimento global e uma crescente procura de profissionais em todo o mundo.

Na lista das vantagens locais, foram inscritos benefícios fiscais para as empresas, a criação do Centro de Negócios ou o apoio à habitação para profissionais qualificados, bem como a implementação de um projeto de formação avançada – a Academia de Código –, que requalifica pessoas de várias áreas de atividade para o setor da programação.

Por outro lado, garante Paulo Fernandes, as medidas também tiveram em conta as necessidades dos setores mais tradicionais, promovendo a criação de uma rede de produtores, produtos e subprodutos, a internacionalização e a formação de mão-de-obra para a metalomecânica e para os têxteis.

“Colocámos o Fundão no mapa positivo do investimento e isso trouxe-nos novas áreas e novos empregos e ‘contagiou’ as áreas mais tradicionais, como a agricultura, o agroindustrial ou a indústria”, referiu.

Passados cerca de cinco anos desde que Plano de Inovação para o Fundão começou a ser implementado, a autarquia faz um balanço positivo e frisa que foi possível atrair empresas e investimento, fixar pessoas, reter conhecimento e dinamizar o tecido económico do concelho.

“Só na área das novas tecnologias foram criados cerca de 700 postos de trabalho, 600 dos quais qualificados na área das engenharias”, acrescenta.

A redução do desemprego acima da média nacional é outro dos números sublinhados, já que de acordo com os últimos dados oficiais, neste concelho, a taxa de desempregados está entre 06 a 07%, quando em 2013 esteve próximo de 18%.

Entre os dados positivos, o autarca cita os registos do Serviços de Estrangeiros e Fronteiras que revelam que, em 2017, havia 570 estrangeiros a viver neste concelho do distrito de Castelo Branco.

Em outubro, a Câmara do Fundão venceu o prémio europeu RegioStars na categoria de apoio à transição industrial inteligente, exatamente com o projeto de atração de empresas tecnológicas.

 

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