Educação

PSD denuncia “subfinanciamento crónico” no Politécnico de Castelo Branco

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2018-03-07 10:21:00

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Castelo Branco afirmaram após uma visita ao IPCB, que existe uma situação de "subfinanciamento crónico" no instituto politécnico local e adiantaram que o orçamento da instituição tem sido constantemente reduzido nos últimos anos.

"Existe aqui no Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) uma situação de subfinanciamento crónico. É necessário rever as circunstâncias, porque as instituições precisam de ver os seus orçamentos ajustados às suas necessidades e há muitos anos que se vem a arrastar esta situação, se bem que ultimamente se agravou", afirmou à agência Lusa o deputado do PSD, Manuel Frexes, após uma visita à instituição.

Os deputados eleitos pelo círculo de Castelo Branco, Manuel Frexes e Álvaro Batista, sublinham que a principal questão que afeta o IPCB é o financiamento, situação que se arrasta há muito tempo e que se tem agravado com algumas decisões governamentais.

"Falo, por exemplo, na devolução de rendimentos, em que existe uma carga de valores que não tem sido acomodada devidamente", disse.

O social-democrata adianta que o orçamento do IPCB tem vindo a ser reduzido nos últimos três anos, sendo que as despesas da instituição aumentaram muito, sobretudo com a devolução de parcelas que estavam congeladas.

"É necessário que o Governo esteja consciente das dificuldades que cria às instituições e que providencie um envelope financeiro para as instituições, que já fazem um esforço enorme para sobreviver às condições adversas que têm e que têm orçamentos que no final do ano poderão ser deficitários", frisou.

Já o deputado Álvaro Batista frisou que, neste momento, não existe nenhuma medida de diferenciação positiva no IPCB em relação a instituições semelhantes que estão situadas no litoral.

"Achamos isso grave quando o atual Governo fala tanto de interioridade. Quando comparamos os números, verificamos que as instituições do interior estão prejudicadas, visto que as do litoral recebem mais por aluno. Não é aceitável", sustentou.

Os deputados do PSD deixaram a promessa de confrontar o ministro do Ensino Superior com as situações verificadas e relatadas pelo IPCB.

"É inaceitável que o IPCB, para apresentar o orçamento, tenha sido obrigado a ficcionar uma receita superior a um milhão de euros, para fazer de conta que o orçamento está equilibrado e não está. É mais um problema que acresce", concluiu Álvaro Batista.


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