Educação

Alunos da Universidade da Beira Interior exigem propinas mais baixas

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2018-10-11 06:53:00

A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) reivindicou a redução das propinas naquela instituição sediada na Covilhã e cujo valor anual do pagamento é atualmente de 1.037 euros.

"E é aqui que aproveito para lhe lançar um desafio ambicioso, confiante de que conseguirá cumprir as expectativas ainda este ano letivo. Diminuir os encargos financeiros sobre os estudantes relativamente a propinas, taxas e emolumentos", afirmou o presidente da AAUBI, Afonso Gomes, na cerimónia de abertura do ano letivo.

Dirigindo-se diretamente ao reitor da instituição, o representante dos alunos recordou que apesar de o custo da propina estar congelado, "uma proposta de descida do valor desta é mais do que bem-vinda, reiterando assim a posição corajosa de que os estudantes não são clientes, mas sim agentes das instituições de ensino superior".

Depois de lembrar que a universidade tem mais de 7.000 alunos, 5.000 dos quais deslocados, e que as residências da UBI têm capacidade para cerca de 800 estudantes, Afonso Gomes também considerou ser de "extrema importância" avançar com a construção de uma nova residência universitária.

Para o presidente da AAUBI, esta estrutura deverá ficar na zona baixa desta cidade do distrito de Castelo Branco, área que ainda não tem nenhuma estrutura estudantil.

A fundamentar a proposta, o aluno lembrou as dificuldades que os alunos encontram para arrendar quartos com contrato, recibo e condições, além do constante aumento dos preços que, segundo disse, passou em cinco anos de cerca de 120 euros para 200 euros mensais.

"A AAUBI defende de igual forma a criação de medidas de discriminação positiva, como a renovação de programas como o + Superior, e bolsas de estudo para que alunos se desloquem para instituições de ensino superior que se situem no Interior de Portugal", afirmou, criticando a forma como foram distribuídas as vagas resultantes da redução de 05% nas universidades de Lisboa e Porto.

Frisou ainda que o estudante é "parte integrante de toda a Beira Interior" e que é "importante começar a olhar para os alunos da UBI de outra forma, criando condições para que os mesmos se fixem na região".

Assim pediu às autarquias da Beira Interior para que, em conjunto com a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, criem incentivos, como uma bolsa de arrendamentos para recém-licenciados e que aumentem os protocolos com as empresas, de modo a garantir que a mão-de-obra de qualificada não abandona este território no fim do curso.

Questionado no final sobre o desafio deixado pela AAUBI, o reitor da universidade, António Fidalgo, lembrou que nos últimos anos as propinas não aumentaram e explicou que "não é possível", já que a UBI continua a ser a universidade do país mais subfinanciada pelo Governo.

Ao longo da sessão, António Fidalgo deixou um "convite à alegria", lembrando que a transmissão de conhecimento é motivo de satisfação e que é com alegria e conhecimento que se ultrapassam os momentos de incerteza e aquilo que classificou como a "época do medo" em que se está a entrar um pouco por todo o mundo.


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