Região

Castelo Branco: Água de albufeira de Sta Águeda sem concentrações anormais de pesticidas

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2018-05-15 15:23:00

As análises à água da albufeira de Santa Águeda, em Castelo Branco, não indicam concentrações de produtos fitofarmacêuticos acima das normas de qualidade e o surgimento de peixes mortos poderá estar na falta de oxigénio, foi hoje anunciado.

Fonte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) explicou à agência Lusa que, face aos resultados obtidos na análise às amostras de água, verifica-se que estas apresentam uma densidade fitoplanctónica "muito elevada", com predomínio da cianobactéria ‘Aphanizomenon flos-aquae', espécie potencialmente produtora de toxinas, sendo que esta presença está relacionada com o aumento de nutrientes e da temperatura.

"Os ‘blooms’ de algas são responsáveis pela depleção do oxigénio dissolvido na água durante a noite, já que durante a noite não há fotossíntese, apenas consumo de oxigénio, o que poderá estar na origem da morte de peixe", refere a APA.

Constatou-se ainda que houve um aumento significativo de nutrientes na albufeira em finais de abril e no princípio de maio, sendo que este aumento foi acompanhado de "contaminação microbiológica" cuja origem foi, provavelmente, "uma descarga pontual indevida de um efluente com características similares às águas residuais domésticas".

"A presença de uma concentração elevada de coliformes fecais, a par da carga elevada de matéria orgânica, leva-nos a descartar a hipótese de que a origem da poluição difusa seja a atividade agrícola, dado que na envolvente da albufeira não foram detetados vestígios da utilização de efluentes de origem pecuária para a fertilização do solo", sustenta a fonte.

Além disso, sublinha ainda que nas análises efetuadas pela AdP-Aguas de Portugal a um conjunto alargado de produtos fitofarmacêuticos não foram observadas concentrações acima das normas de qualidade.

A AdP mantém a análise periódica da qualidade da água captada na albufeira de Santa Águeda, com aumento da frequência da amostragem sempre que há risco de agravamento da sua qualidade.

"A qualidade da água à saída da ETA é sempre rigorosamente analisada não havendo qualquer risco para a saúde pública", conclui.


Publicidade
Meteorologia
Hoje
Amanhã
Noticias
Newsletter
Publicidade
Publicidade
© Diario Digital Castelo Branco 2018
Política de privacidade e cookies
Desenvolvido por citricweb.pt