Região

Associações da Covilhã juntam-se à 11.ª edição do Festival da Cherovia

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2018-09-14 09:48:00

O Festival da Cherovia, que decorre de 20 a 23, na Covilhã, integra este ano várias associações da cidade, além das já tradicionais receitas gastronómicas à base de cherovia, animação musical e outras artes, anunciou hoje a organização.

"Uma das novidades que trabalhámos este ano foi a de disponibilizar espaços para as associações. Convidámos todas as associações da cidade e vamos ter presentes várias associações, com a dinamização da gastronomia e do folclore", apontou hoje, na conferência de imprensa de apresentação do festival, Eduardo Cavaco, da organização.

Organizado pela Banda da Covilhã, a Associação "Deserturna" e a Câmara da Covilhã, em parceria com várias entidades, o certame realiza-se há 11 anos consecutivos, cinco dos quais no centro histórico da cidade, que durante estes dias ganha uma "nova vida e dinamismo".

"Este festival é mais um contributo para promover, divulgar e, acima de tudo, preservar este centro histórico", referiu Eduardo Cavaco, lembrando que esta é mais uma oportunidade para dar a conhecer o património edificado e a arte urbana desta cidade do distrito de Castelo Branco.

Entre os ingredientes que compõem o certame está a cherovia, tubérculo que sempre foi cultivado na Cova da Beira e que faz lembrar uma cenoura de cor branca.

Rica em vitamina C, potássio, fósforo e magnésio, esta raiz tem vindo a ganhar importância na gastronomia, sendo que em todas as edições do festival são dadas a conhecer novas iguarias à base da cherovia.

Para este ano, por exemplo, o chef Rosário tem prevista a apresentação dos folhados de cherovia, com farinheira, trouxas de cherovia, compota de cherovia e canela, sopa de cherovia e creme de cherovia, entre outras iguarias, anunciou hoje este responsável por um dos espaços de restauração.

O gelado de cherovia, as filhós de cherovia ou os fidalgos de cherovia constam também das ementas de outros espaços participantes.

No total, entre espaços de artesanato e de gastronomia, o festival contará com 60 tasquinhas e a organização prevê que, ao longo dos quatro dias, sejam consumidas "várias centenas de quilos de cherovia".

Em termos de público, a expectativa passa por ultrapassar os cerca de 40 mil visitantes de 2017.

Com um orçamento de 15 mil euros, o festival conta com um programa diversificado de animação que integra atuação de bandas, tunas, ranchos folclóricos, grupos de cantares e concertinas e dj.

Entre as novidades destaque para a integração de espetáculos do 23.º Encontro Nacional de Folclore, que é organizado pelo Rancho Folclórico do Grupo Recreativo Vitória de Santo António.

Está ainda previsto o reforço da segurança, a criação de um posto de primeiros socorros e um maior número de espaços criativos dedicados às artes e aos artistas locais.

Do programa constam ainda a apresentação de uma visita guiada e encenada, bem como do espetáculo "Fragmentos Sonoros", que se insere na programação da Cultura em Rede, dinamizada pela Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela.

Presente na apresentação do festival, a vereadora da Cultura da Câmara da Covilhã, Regina Gouveia, destacou o facto de todos os anos se "acrescentar condimentos e valor a um evento que é importante para todo o concelho".

"É muito interessante quando, a partir de um produto endógeno, conseguimos criar programas que obedecem a princípios como o de articular áreas, integrar artes, promover talentos", disse, sublinhando igualmente a importância de o festival decorrer na zona histórica da cidade.


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