Cultura

Idanha-a-Nova: A Arte Pastoril representada através da ilustração e do design no Centro Cultural Raiano

Diario Digital Castelo Branco | 2018-07-17 06:27:00

Cerca de 20 peças inspiradas em fontes e registos etnográficos da região do Alentejo entram em diálogo com um conjunto de objetos do território do concelho de Idanha-a-Nova, numa exposição que estará patente de 20 de julho a 30 de outubro de 2018 no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova.

A exposição “Quem tem vagar, faz colheres” cruza as áreas da ilustração, do design, da etnografia e da arte popular, no sentido de uma atenta revisitação aos patrimónios e identidades pastoris da Beira Interior e do Alentejo.

Trata-se da apresentação pública de um trabalho que Sílvia Lézico, designer e ilustradora, tem vindo a desenvolver desde 2012 a partir de um dos mais significativos valores culturais alentejanos, a “Arte Pastoril”, património que tem explorado no seu potencial artístico contemporâneo.

Sílvia Lézico aposta na criação de peças de autor que se tornam diferenciadoras e com histórias para contar. As referências à Arte Popular são reinventadas em objetos que iniciam eles próprios a memória de amanhã.

“Na procura de expressões gráficas identificativas da região do Alentejo, descobri uma forma de arte popular - a Arte Pastoril - que se revelou uma fonte inesgotável de referências visuais e texturas", conta a artista.

A Arte Pastoril é uma das expressões mais ricas da Arte Popular portuguesa. São objetos do quotidiano feitos e decorados à navalha por pastores no campo, nas horas vagas do pastoreio. A exposição “Quem tem vagar, faz colheres”, pretende abordar esta dimensão a partir de um olhar do presente e, sobretudo, a partir de um espaço de partilha, reflexão, proposição e ação, como o Centro Cultural Raiano. Criando uma interface entre os objetos, a criação artística e os territórios pastoris.

O resultado desta investigação constitui um registo gráfico em permanente construção, devido à sua grande complexidade, vasto número de registos e enorme riqueza gráfica. A junção e/ou cruzamento com as coleções do CCR e afins denota um conjunto de leituras amplas e motivadoras que se posicionam nos férteis questionamentos de um olhar para o presente destes saberes, tal como os novos usos das paisagens pastoris.


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