Cultura

Fundão: Exposição de pintura de Pedro Chorão na Moagem

Diario Digital Castelo Branco | 2018-11-08 06:11:00

Irá realizar-se, no dia 10 de novembro, sábado, às 17.00h, n’ A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão, a inauguração da exposição de pintura “Desenhos”, de Pedro Chorão.

Filho do arquiteto fundanense Raul Chorão Ramalho, Pedro Chorão nasceu em Coimbra, em 1945. Estudou biologia na North East Liverpool Technical College, entre 1963 e 1967 e começou a interessar-se pela pintura quando tinha mais de 20 anos de idade. Em 1967 fixou-se em Paris, onde frequentou o curso de História de Arte e Arqueologia na École du Louvre e na École Pratique de Hautes Études, Sorbonne. Entre 1968 e 1972 fez o serviço militar obrigatório, em que passou dois anos em Cabo Verde.

A sua paixão pela pintura intensificou-se após o regresso a Lisboa, onde procurou ter lições de amigos do pai, nomeadamente Luís Dourdil e António Dacosta. Expôs pela primeira vez em 1975, licenciou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1976 e, nesse mesmo ano, partiu para Paris como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo regressado a Portugal em 1977. Dois anos mais tarde iniciou a carreira como professor no Ensino Secundário e a partir daí desenvolveu o seu percurso artístico com maior regularidade ao longo dos anos, com participação em inúmeras exposições coletivas e individuais. Em 2016, no âmbito de duas exposições que selecionaram obras dos seus mais de 40 anos de carreira, foi publicado o catálogo “Pedro Chorão: o que diz a pintura – obra 1971-2016”, que permite uma visão abrangente do seu percurso artístico.

Herdeira de uma multiplicidade de referências, a pintura de Pedro Chorão localiza-se na fronteira entre abstração e figuração. Para Paulo Henriques, “à data da sua primeira exposição individual, com trinta anos, o artista tinha já um discurso plástico bem estruturado numa apologia de elementaridades expressivas, desenvolvida de grande coerência (…): a preferência por materiais pobres, pela austeridade dos gestos de registo e mesmo pela escolha dos elementos visuais capazes de dar visibilidade ao núcleo central da sua poética – a evocação abstrata do espaço através das geometrias dos planos de pintura, das profundidades das manchas de cor e das atmosferas da luz. Um olhar retrospetivo revela-nos uma estrutura longamente sedimentada”.

Com curadoria de Pedro Novo e design de Hugo Landeiro Domingues, esta
exposição poderá ser visitada até dia 3 de março de 2019, de terça-feira a
domingo, entre as 14.00h e as 17.30h. A entrada terá o custo de 1€.


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