Região

Câmara de Castelo Branco revê relacionamento com CGD caso haja fecho de balcões

Diario Digital Castelo Branco/Lusa | 2018-06-12 14:36:00

O presidente da Câmara de Castelo Branco afirmou hoje que está a ponderar medidas de retaliação no relacionamento do município com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), caso o banco público encerre a agência de São Vicente da Beira.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, diz que, tratando-se do único banco público português, devia ter outro tipo de sensibilidade para estas situações.

"A solução pode passar por procurar outras alternativas de outros bancos e sensibilizá-los para essa possibilidade [instalação em S. Vicente da Beira], como pode passar por medidas de retaliação do funcionamento da Câmara com o banco [público]", afirmou.

A CGD anunciou, em comunicado, que vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto.

"Tal como a CGD em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de junho. As agências a encerrar foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto", lê-se na nota.

O autarca de Castelo Branco realça que irá procurar alternativas ao encerramento da agência do banco público na freguesia de S. Vicente da Beira e adianta que já solicitou à CGD que procure "minimizar" os efeitos desta decisão.

"Fiz tudo para que isto não acontecesse. Considerando que é o único banco público, deveria ter outro tipo de sensibilidade para estas situações. Evidentemente que estou contra o encerramento desta agência", frisou.

Luís Correia promete resolver "de outras formas" o assunto e sublinha que irá tomar as medidas que considerar "convenientes" sobre o assunto.

Já o presidente da junta de Freguesia de São Vicente da Beira, Vitor Louro, explicou que a decisão do encerramento da agência está a causar um "verdadeiro pandemónio".

"A maioria das pessoas não está familiarizada com as novas tecnologias. Vou encetar todos os esforços para colocar outra agência [bancária] em São Vicente da Beira", disse.

O autarca sublinha que esta tomada de posição da CGD vai prejudicar, sobretudo, os mais idosos.

"Não compreendo como é que se faz isto do pé para a mão. Isto não é a mercearia da esquina. A agência está aqui há cerca de 25 anos e já chegou a ter cinco funcionários", desabafa.

Vitor Louro explica que a freguesia tem 1.252 habitantes, sendo que a agência da CGD servia não só São Vicente da Beira, como mais cinco freguesias vizinhas.

"A agência mais próxima está a 20 quilómetros de distância, fica em Alcains. Há muito poetas por aí a declamar. É muito triste. A população no Interior é mais velha, temos menos nascimentos, mais mortes. Isto um dia destes é um deserto. Não acredito em milagres. Falam, falam, falam e não dizem nada", concluiu.

A junta de Freguesia de São Vicente da Beira já informou a população sobre o encerramento da agência bancária.

Num comunicado, é explicado que foram desenvolvidos todos os esforços para que o balcão da CGD não encerrasse.

"Por parte da administração da Caixa, fomos informados [na segunda-feira] de que a decisão estava tomada e que é irreversível", lê-se na informação.

Adianta ainda que foi garantida a deslocação de uma carrinha uma vez por semana à freguesia, "em dia a combinar", que irá ficar estacionada em frente às atuais instalações da CGD, "para ajudar os clientes a efetuar movimentos nos dois multibanco e outros".


Publicidade
Meteorologia
Hoje
Amanhã
Noticias
Newsletter
Publicidade
Publicidade
© Diario Digital Castelo Branco 2018
Política de privacidade e cookies
Desenvolvido por citricweb.pt