Escola Agrária em busca das melhores espécies para produção de bioetanol e rações

A Escola Superior Agrária do Politécnico de Castelo Branco está em busca dos melhores cereais para produção de bioetanol e das melhores variedades de leguminosas para produzir rações.

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  • Publicado: 2010-05-14
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Escola Superior Agrária do Politécnico de Castelo Branco está em busca dos melhores cereais para produção de bioetanol e das melhores variedades de leguminosas para produzir rações.

O politécnico e o Instituto Tecnológico Agrario de Castilla y Leon, em Valladolid, Espanha, estão juntos no programa de Cooperação Transfronteiriço Agrocele.

A investigação consiste na plantação lado a lado de diferentes variedades das espécies em estudo para descobrir quais vingam melhor e dão maior número de sementes. O trabalho teve início em fevereiro de 2009 e deverá estar concluído em dezembro deste ano.

No final vão ser divulgadas aos agricultores quais as melhores variedades para plantar em diferentes zonas da Península Ibérica tendo em vista dois mercados que prometem lucro: as rações e os biocombustíveis.

“Basta passear pelos terrenos da região para perceber como estão abandonados e é premente encontrar alternativas de produção”, refere José Monteiro, um dos investigadores.

No caso das rações, a União Europeia continua dependente da importação de soja, sendo que a ervilheira proteaginosa que a ESA está a testar em campos de cultivo pretende acabar com essa dependência.

“Estão a ser testadas 20 variedades de ervilheira proteaginosa”, nos terrenos anexos às instalações da escola, explicou o investigador Carlos Reis.

No que respeita aos biocombustíveis, José Monteiro acredita que no futuro vão movimentar o mundo e, apesar de ainda não haver na Beira Interior nenhuma fábrica de bioetanol, “existe já uma em Salamanca”, que procura cereais adequados.

Os campos de ensaios dos cereais estão instalados na freguesia do Ladoeiro, em Idanha-a-Nova e incluem 13 variedades de aveia, oito de centeio e 18 de triticale.

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