Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Desde janeiro temos estado a trabalhar em termos de prevenção para esta grande prova e foram realizados quase cem controles fora de competição, incluindo não só colheitas de urina, mas também colheitas de sangue para o passaporte biológico”, disse o presidente da ADoP, Luís Horta, aos jornalistas em Viseu, onde na terça-feira à noite participou no colóquio “Onda Azul Anti Doping”.
Segundo Luís Horta, neste momento 40 dos 64 ciclistas do grupo das cinco equipas continentais que existem em Portugal “já estão no passaporte biológico e alguns deles já têm quatro amostras recolhidas”.
O passaporte biológico, implementado pela Agência Mundial Antidopagem, permite a monitorização de alguns parâmetros do praticante desportivo como indicadores indiretos de práticas de dopagem.
“Muito provavelmente para a Volta a Portugal de 2011 teremos o perfil já sólido. Neste momento já temos quatro ou cinco atletas com quatro amostras recolhidas, já dá para saber muita coisa, mas seis amostras é o número mínimo ideal”, explicou.
Luís Horta frisou que este foi “um trabalho muito árduo da Autoridade Antidopagem de Portugal para tentar que esta volta seja uma Volta limpa”, explicando que foram controlados ciclistas de equipas portuguesas que vivem em Portugal ou no estrangeiro.
O responsável avançou que, “durante a Volta a Portugal irá também existir uma estratégia não só em competição mas também fora de competição”.
“Infelizmente, não podemos fazer o trabalho noutros países, mas com a colaboração cada vez mais estreita de todas as entidades antidopagem a nível mundial e da própria Agência Mundial Antidopagem, provavelmente muitas dessas equipas, que vêm de países onde a luta contra a dopagem no desporto é forte (como Itália, França e Reino Unido), também foram sujeitas a controlos”, acrescentou.
Luís Horta referiu que, dos controlos efetuados até agora, nenhum foi positivo.
“Temos apenas um caso de uma violação por acumulação de faltas no sistema de localização e controlos não realizados. Se no período de 18 meses houver uma associação de três controlos não realizados ou três falhas no sistema de localização, poderá haver uma violação de uma norma antidopagem”, explicou, adiantando desconhecer se o ciclista está ou não na Volta a Portugal.
Ainda que garanta que a ADoP se tem esforçado para que todas as edições da Volta a Portugal sejam limpas, admitiu que nunca como nesta começou “a trabalhar tão cedo e a fazer tantas colheitas de sangue e de urina”.
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