Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral da UGT, João Proença, insistiu hoje que o Governo tem que respeitar a posição dos parceiros sociais relativamente à atualização do salário mínimo nacional (SMN) sob pena de "criar um conflito".
O secretário-geral da UGT, João Proença, insistiu hoje que o Governo tem que respeitar a posição dos parceiros sociais relativamente à atualização do salário mínimo nacional (SMN) sob pena de "criar um conflito".
"Todos os parceiros se manifestaram disponíveis para encontrarem uma proposta consensual de aumento do salário mínimo e o Governo tem que respeitar a opinião dos agentes económicos, sob pena de criar um conflito", disse João Proença.
O sindicalista falava no final de uma reunião de concertação social, que durou toda a manhã, e onde os parceiros acordaram apresentar uma proposta única de aumento do SMN, que pressione o Governo a abrir as negociações com a 'troika' sobre esta matéria, tendo em conta que o memorando acordado não permite esta atualização.
Para o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, o Governo está a tentar "protelar" e "boicotar" estas negociações, acusando-o mesmo de estar "sintonizado" com o empresário Belmiro de Azevedo, que na segunda-feira defendeu que "sem mão-de-obra barata não há trabalho para ninguém".
Arménio Carlos frisou ainda que o Executivo "não pode vir com a história da 'troika'" e com a questão do cumprimento do memorando de entendimento.
"Quem manda em Portugal é governo português", reiterou.
À saída da reunião, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, escusou-se hoje a tomar uma posição clara sobre se há disponibilidade do Executivo em levar às negociações com a 'troika' o aumento do SMN.
Numa declaração curta aos jornalistas à saída da reunião de concertação social, Álvaro Santos Pereira disse apenas que na próxima reunião (agendada para dia 03 de abril) irá ser discutido um texto sobre a revisão das políticas ativas de emprego.
Sobre o SMN, o ministro referiu que os parceiros "irão falar entre si" e o Governo se comprometeu a atualizar nos próximos dois meses o relatório sobre o impacto de uma subida do salário mínimo na economia.
Questionado sobre se o Governo está disponível para levar esta questão às negociações com a 'troika', o ministro optou por não responder, confirmando, conforme já tinham avançados os parceiros sociais que não existe ainda uma posição clara do Executivo sobre esta matéria.
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