Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
As questões económicas voltarão a estar hoje no centro do debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República, com todos os partidos a elegerem o tema para interpelarem Pedro Passos Coelho.
As questões económicas voltarão a estar hoje no centro do debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República, com todos os partidos a elegerem o tema para interpelarem Pedro Passos Coelho.
O debate, que terá início pelas 10:00, será aberto pelo PSD, que escolheu para tema da sua intervenção a "situação política e económica". O parceiro dos sociais-democratas na maioria que sustenta o Governo, o CDS-PP, elegeu as "políticas económicas e sociais" para interpelar o primeiro-ministro. PS e PCP indicaram exatamente os mesmos temas para o debate quinzenal: questões económicas, sociais e políticas. O BE irá falar sobre "políticas sociais, economia e relações internacionais", enquanto o partido ecologista Os Verdes escolheram como tema o "drama económico e social".
Esta será a primeira ocasião para a oposição confrontar o primeiro-ministro na Assembleia da República com os resultados da sétima avaliação da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), apresentados na passada sexta-feira pelo ministro de Estado e das Finanças Vítor Gaspar. Nessa ocasião, o Governo reviu novamente as metas para o défice orçamental deste ano, passando a nova meta do défice para os 5,5% do PIB, superior ao objetivo para 2012.
O Governo reviu também em baixa a sua projeção para a economia portuguesa, prevendo agora que a recessão seja de 2,3% do PIB este ano e não de 1% do PIB. Por outro lado, o ministro das Finanças reviu em alta a taxa de desemprego para este ano de 16,4% para 18,2%.
O último debate quinzenal realizou-se a 06 de março e foi aberto pelo primeiro-ministro, que aproveitou a sua primeira intervenção para defender a necessidade de prosseguir "com firmeza e resiliência" o "programa ambicioso de reformas" estruturais, condição para que o país possa voltar a crescer e a criar emprego.
Passos Coelho, que falava no Parlamento poucos dias depois de várias manifestações realizadas em todo o país, garantiu ainda nessa ocasião que não vai governar "em função de manifestações", embora tivesse reconhecido que nenhum executivo pode ficar indiferente às expressões populares de descontentamento.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet