Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Observatório de Segurança considerou que os dados sobre a criminalidade em Portugal hoje divulgados são “animadores” em contexto de crise e revelam uma maior eficácia das forças policiais.
O Observatório de Segurança considerou que os dados sobre a criminalidade em Portugal hoje divulgados são “animadores” em contexto de crise e revelam uma maior eficácia das forças policiais.
“Estes números revelam-se determinantemente animadores, sobretudo quando lidos em contexto de crise”, afirmou à agência Lusa o porta-voz do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), Filipe Pathê Duarte.
Segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), a que a agência Lusa teve hoje acesso, a criminalidade violenta e grave desceu 7,8% em 2012 e as participações à PSP, GNR e Polícia Judiciária desceram 2,3%.
Para o OSCOT, estes resultados demonstram que “não se deve cair na tentação de associar a situação de crise com o potencial aumento da criminalidade”.
“O que a crise vem fazer é criar condições para propagação do sentimento de insegurança”, referiu Filipe Pathê Duarte.
O mesmo responsável considerou também que esta diminuição dos crimes violentos e da criminalidade participada está relacionada com uma “maior efetividade operacional das forças e dos serviços de segurança”.
“Se formos para lá da aritmética dos números, vemos que há uma estratégia que tem vindo a ser adotada nos últimos quatro ou cinco ao nível da segurança interna que está a começar a trazer os seus resultados”, acrescentou.
Contudo, segundo o porta-voz do OSCOT, estes dados não são totalmente surpreendentes, na medida em que os números fornecidos pela PSP de Lisboa há algumas semanas já apontavam para uma descida da criminalidade, no geral, e da violenta, em particular.
O que acaba por surpreender, admitiu Pathê Duarte, é um aumento da criminalidade grave e violenta nalguns distritos do interior, para o qual o Observatório diz não ter uma explicação direta.
“Poderá ser fruto do sentimento de insegurança, levando a uma maior participação dessa criminalidade. Também pode demonstrar uma maior eficácia das forças e serviços de segurança nessas zonas”, sugeriu o porta-voz.
No entanto, sublinhou que se desconhece quais os tipos de crime concretos que estão a aumentar em concelhos do interior.
Segundo o RASI, Guarda e Castelo Branco foram os distritos onde aumentou mais a criminalidade grave e violenta, em 2012, respetivamente 43,8% e 32,4%, em comparação com 2011.
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