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País 25 de abril de 2013

Ataque a rebanho na Guarda revela urgência em meios de proteção

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Grupo Lobo, uma associação não-governamental, independente e sem fins lucrativos, defendeu hoje a urgência na utilização de "antigos métodos" de proteção do gado, na sequência do ataque a um rebanho na zona da Guarda.

 

O Grupo Lobo, uma associação não-governamental, independente e sem fins lucrativos, defendeu hoje a urgência na utilização de "antigos métodos" de proteção do gado, na sequência do ataque a um rebanho na zona da Guarda.

Vários lobos terão atacado no domingo um rebanho numa propriedade agrícola de Granja do Jarmelo, Guarda, matando 20 ovelhas. Segundo o proprietário João Martins, o rebanho de 40 ovelhas estava no cercado, no campo.

"Eu apercebi-me pelas 10:00 e, quando ia para lá [para o campo], foi avistado um lobo nas proximidades. Foi visto de relâmpago, numa clareira, mas não tenho dúvidas de que era um lobo", assegurou o agricultor à agência Lusa.

O Grupo Lobo, "partindo do princípio que se tratou efetivamente de um ataque de lobos, não de cães vadios, algo que ainda vai ser verificado", emitiu hoje um comunicado em que "lamenta o sucedido".

A associação não-governamental reafirmou “a necessidade de, face ao regresso natural do lobo" à região, ser necessário "voltar a utilizar antigos métodos de proteção do gado, ainda empregues noutras zonas do país com bastante sucesso, sem esquecer a utilização de sistemas mais modernos".

"Com o regresso natural deste predador à região da Guarda, os atritos tendem a aumentar, levando à necessidade de implementar formas corretas de maneio do gado, como seja o confinamento noturno, cercas que impeçam a entrada dos lobos e ainda a utilização de cães de gado eficazes", assinalou.

A associação indicou que os meios de proteção referidos "já estão previstos, como condição para a atribuição de compensações definidas na Lei de Proteção do Lobo, em caso comprovado de ataque deste predador".

O Grupo Lobo lembrou também que os afetados por prejuízos decorrentes de ataques de lobos devem reportar a situação "num prazo máximo de 48 horas, para que possam receber as indemnizações a que têm direito pelo prejuízo correspondente".

Segundo a associação, a "Lei do Lobo", que protege aquele animal, já data de 1988, verificando-se apenas "o regresso natural de um animal ameaçado de extinção que deve ser encarado com calma e recorrendo a métodos comprovados de minimização de prejuízos e conflitos, não a alarmismos contraproducentes".

"É para isso que, ao longo dos próximos quatro anos, o Projeto LIFE MED-WOLF vai sensibilizar criadores e populações, divulgar e apoiar a utilização de técnicas de proteção e alertar todos para as hipóteses de convívio harmonioso entre o homem e o lobo", indicou.

No âmbito do projeto serão aplicadas nos distritos da Guarda e de Castelo Branco "práticas correntes em comunidades ainda habituadas à presença do lobo, em prol de um meio ambiente mais equilibrado e propiciador de valências importantes, como o turismo".

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