Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Quase 60 olarias de Portugal e de Espanha marcam presença na edição deste ano da Festa Ibérica da Olaria e do Barro (FIOBAR), que decorre, a partir de quinta-feira, em S. Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz.
Quase 60 olarias de Portugal e de Espanha marcam presença na edição deste ano da Festa Ibérica da Olaria e do Barro (FIOBAR), que decorre, a partir de quinta-feira, em S. Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz.
O certame prolonga-se até domingo e reúne os dois maiores centros oleiros da Península Ibérica: o alentejano de S. Pedro do Corval e o espanhol de Salvatierra de los Barros, na Estremadura.
A feira é organizada pela Câmara de Reguengos de Monsaraz, Junta de Freguesia de Corval e pela autarquia espanhola de Salvatierra de los Barros, com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
O evento transfronteiriço é organizado, em anos alternados, em Portugal e em Espanha e, na edição deste ano, conta com a participação de 55 olarias, 45 delas portuguesas e as restantes do outro lado da fronteira, indicou hoje o município alentejano.
A promoção, em termos culturais e turísticos, da olaria enquanto “importante manifestação artística e artesanal” é o grande objetivo da FIOBAR.
“Com esta iniciativa pretende-se valorizar a olaria, chamar a atenção para o seu valor artesanal e artístico e apontar estratégias para o seu desenvolvimento económico e profissional”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da câmara alentejana, José Calixto.
Assumindo-se como “uma homenagem à arte da olaria”, a festa inclui exposições, demonstrações, jornadas ibéricas e música tradicional.
“Os visitantes terão oportunidade de visitar as olarias e experimentar a arte de moldar e pintar o barro, mas também conhecer a oferta gastronómica e cultural do concelho”, destacou a autarquia.
Como novidade, é lançado este ano um catálogo comercial que pretende promover as peças produzidas nas olarias das duas localidades.
Além disso, segundo a organização, vai também ser apresentado o livro “Mãos que criam”, de Antónia Fialho Conde, diretora do Departamento de História da Universidade de Évora.
A obra é “uma homenagem a todos os oleiros que contribuíram para o desenvolvimento económico e cultural desta atividade ancestral e para a sua projeção nacional e internacional”, resumiram os promotores.
Outro dos pontos altos do evento é a realização, no segundo dia, das Jornadas Ibéricas de Olaria e Cerâmica, subjacentes ao tema “A comercialização e as estratégias de mercado”.
O certame “nasceu” em 1995, na sequência de um protocolo entre o município de Reguengos de Monsaraz e o Ayuntamiento de Salvatierra de los Barros.
Em S. Pedro do Corval, onde atualmente ainda existem 22 olarias em atividade, esta arte remonta, pelo menos, ao período árabe, “conforme o atesta o teor do Foral Afonsino outorgado a Monsaraz, em 1276, mas também a linguagem e a terminologia muito próprias ainda em uso”.
O município registou, em 2008, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, as marcas nacionais “Olaria de São Pedro do Corval”, “Rota da Olaria”, “Rota dos Oleiros” e “Olaria”.
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