Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A proposta de OE do Governo prevê uma redução de 3000 militares contratados nos três ramos das Forças Armadas até setembro de 2011.
Para o Exército, esta “não é uma situação indiferente: tem implicações”, disse hoje o CEME aos jornalistas, em Castelo Branco, à margem das comemorações do Dia do Exército.
O Exército prevê cortar nos mil militares disponibilizados para serviços de apoio a entidades externas, nomeadamente organizações de cariz social.
“Vamos proteger a componente operacional do Exército e reduzir na estrutura de base e nos encargos fora do ramo, designadamente nalgumas instalações e entidades que têm apoio do Exército, e que terão menos”, sublinhou o general Pinto Ramalho.
Na prática, o Exército vai comunicar “a determinadas entidades, como a Cruz Vermelha, Liga dos Combatentes e outras organizações de apoio social que normalmente têm o nosso auxílio, que vão receber menos”, referiu o general Pinto Ramalho.
“Aí, o sacrifício será a dividir por todos”, acrescentou.
Segundo o CEME, o Exército faz 10 incorporações anuais de 500 militares cada, sendo que, por forma a cumprir a redução de 3000 militares em todas as Forças Armadas, no caso do Exército “as incorporações serão reduzidas para 300 ou 250 cada: vamos ver quantos saem”.
O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, igualmente presente hoje em Castelo Branco, garantiu que os cortes de pessoal serão feitos “sem pôr em causa o essencial da missão das Forças Armadas”.
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