Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“O que nós detectámos foi que não existia vontade política de fazer medidas adicionais que implicassem um maior esforço relativo do lado da despesa, face ao esforço relativo da área da receita”, declarou o antigo ministro das Finanças aos jornalistas, no Parlamento.
Eduardo Catroga acrescentou que “o Governo quer sacrificar cada vez mais as famílias, os funcionários públicos e as empresas e não quer fazer o trabalho de casa que lhe compete”, depois de ter deixado “engordar desmesuradamente a despesa pública em 2010”.
“Eu disse ao senhor ministro das Finanças que ele tinha obrigação para com os contribuintes de ser mais agressivo no esforço, que agora começou, é justo reconhecer, por pressão dos mercados e da União Europeia – não porque o Governo tivesse interiorizado essa necessidade”, relatou.
De acordo com Eduardo Catroga, “era possível tecnicamente ir mais além no combate aos desperdícios, no sentido de exigir menor esforço às famílias e às empresas e criar condições para vir a exigir menor esforço no futuro”.
Segundo o antigo ministro das Finanças, na terça feira estavam em cima da mesa das negociações medidas com que “representam apenas uma estimativa à volta de 450 milhões de euros, aí 0,25 por do Produto Interno Bruto (PIB)”.
Isso era “o mínimo do ponto de vista técnico para eu propor à direção política do PSD”, considerou.
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