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País 27 de outubro de 2010

OE2011: "Sim, eu sou inflexível na meta de 4,6% de défice", assumiu Teixeira dos Santos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O ministro de Estado e das Finanças assumiu hoje ter sido “inflexível” ao longo das falhadas negociações com o PSD no que respeita à meta de que Portugal atinja um défice de 4,6 por cento em 2011. O ministro de Estado e das Finanças assumiu hoje ter sido “inflexível” ao longo das falhadas negociações com o PSD no que respeita à meta de que Portugal atinja um défice de 4,6 por cento em 2011.

“Há quem acuse o Governo de ser inflexível. Sim, sou inflexível, porque o défice tem de ser de 4,6 por cento no próximo ano”, declarou Teixeira dos Santos em conferência de imprensa, na Assembleia da República.

Com estas palavras, Teixeira dos Santos respondia a críticas feitas pelo PSD ao comportamento negocial do executivo durante as negociações para um acordo em relação ao Orçamento do Estado para 2011.

Segundo o ministro de Estado e das Finanças, confrontado com propostas feitas pelo PSD ao longo das conversações, “não podia aceitar soluções de sub-orçamentação”.

“Daí só resultaria que a já delicada situação em que o país se encontra nos mercados financeiros ainda pioraria de forma significativa”, argumentou.

Na sua declaração após a rutura das negociações com o PSD, Teixeira dos Santos voltou a frisar que “Portugal precisa de ter um Orçamento”.

“Mas o que se exige acima de tudo é que o Orçamento seja capaz de restaurar a confiança dos mercados. Isso impõe o cumprimento de objetivos credíveis”, defendeu.

Por isso, segundo Teixeira dos Santos, um acordo “nunca poderia fragilizar a credibilidade do Orçamento perante aqueles que nos emprestam dinheiro”.

“O acordo – é certo – representa uma exigência, mas não pode ser um acordo qualquer. A verdadeira exigência é de termos um Orçamento capaz de ganhar a confiança dos mercados e, por isso, Portugal não podia aceitar exigências que comprometessem os objetivos a atingir, particularmente exigências que provocassem sub-orçamentação – isto é, esconder o défice”, acrescentou.

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