Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral do PCP afirmou hoje que a reunião com o PS ficou marcada por significativas divergências políticas, advertindo que milhares de socialistas consideram inaceitável a disponibilidade da direção de Seguro para se entender com a direita.
O secretário-geral do PCP afirmou hoje que a reunião com o PS ficou marcada por significativas divergências políticas, advertindo que milhares de socialistas consideram inaceitável a disponibilidade da direção de Seguro para se entender com a direita.
Esta posição foi assumida por Jerónimo de Sousa no final de uma reunião com a direção do PS na sede nacional do PS, que durou cerca de hora e meia.
No final da reunião, se António José Seguro tinha falado numa convergência entre socialistas e comunistas em pontos como as políticas sociais, a par de divergências sobre matéria europeia, Jerónimo de Sousa apresentou uma conclusão distinta sobre o resultado desse mesmo encontro.
Segundo o secretário-geral do PCP, durante o encontro, "manifestaram-se as mais significativas diferenças de opinião e mesmo divergências quanto às soluções e respostas indispensáveis para o país", depois de "anos de políticas de direita e do chamando memorando de entendimento subscrito pelo PS, PSD e CDS com a 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) estrangeira".
"O PCP expressou ao PS a convicção que não há crescimento económico e criação de emprego sem rejeitar o pacto de agressão [memorando da ´troika´], que não é possível dinamizar o investimento público e privado ou pôr o país a crescer sem renegociar a dívida e estabelecer de forma negociada, ou unilateral, o montante para o serviço da dívida compatível com aqueles objetivos", contrapôs.
A seguir, Jerónimo de Sousa acentuou as diferenças de caminho entre as direções do PCP e do PS.
"A demissão do Governo e a realização de eleições [antecipadas] são sem dúvida uma exigência e um imperativo nacional, mas a questão essencial e decisiva reside em assegurar que à derrota do Governo se some a rutura com a política de direita, que se rejeitem as manobras para perpetuar o pacto de agressão mesmo sem a 'troika' por via da subordinação às políticas da União Europeia, como o PS sustenta e defende", apontou.
Jerónimo de Sousa salientou que o PCP "rejeita que se procure de outra forma manter a política de austeridade e de consolidação orçamental, como o PS explicitamente assumiu no seu congresso".
"Por isso, muitos portugueses, onde se incluem milhares de socialistas, não compreendem nem aceitam que a direção do PS continue a reafirmar a sua disponibilidade para encontrar na direita, PSD e CDS, parceiros de uma futura governação, indiciando assim a vontade de prosseguir a mesma política que levou o país à situação em que se encontra", disse.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet