Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Segundo Vítor Tavares, da comissão de trabalhadores e dirigente do Sindicato das Indústrias Transformadoras e da Energia (SITE), as cartas foram entregues na terça feira “durante a manhã e à tarde”.
“As pessoas eram chamadas e assinavam um documento em como as tinham recebido”, relatou o sindicalista, explicando que as cartas “referem o valor da indemnização que cada trabalhador irá receber e os motivos do encerramento da empresa”.
Vítor Tavares disse que a administração alega que tomou a decisão de fechar a unidade da Guarda “devido à crise económica e à perda de encomendas”.
Indicou que cada trabalhador irá receber dois meses de salário de indemnização por cada ano de trabalho, “como tinha sido acordado entre as estruturas sindicais e a administração”.
Disse que alguns operários ainda admitiam a continuidade da fábrica, mas com a entrega das cartas de despedimento coletivo assumiram “o concretizar daquilo que já estava definido”.
“Algumas pessoas ainda não tinham caído bem na realidade, mas a partir de agora, já têm a certeza da saída”, disse.
A unidade cessará a atividade a 31 de dezembro, mas o sindicalista admite que os 321 operários deverão deixar a unidade “no dia 22 de dezembro” para quando estão marcadas as férias de Natal e de Fim de Ano.
Também refere que a unidade não deverá laborar até à chegada do período de férias, porque neste momento, cerca de 100 operários estão em Castelo Branco “a ajudar na transferência do produto da Guarda” para a fábrica local.
“Neste momento está a funcionar uma linha que já termina a laboração na sexta feira e um setor está a fazer cabos para os carros que já não saem em série mas precisam deles”, explicou.
O sindicalista do SITE referiu que quando a laboração terminar, os cerca de 200 trabalhadores que ainda se encontram na Guarda deverão “embalar material e fazer o inventário”, com vista ao encerramento da unidade.
A fábrica vai encerrar portas a 31 de dezembro, lançando para o desemprego 321 trabalhadores, medida justificada pela administração com a redução das encomendas devido à atual crise económica.
No dia 16 de julho, a administração anunciou o encerramento da fábrica, justificando que “apesar de todas as ações implementadas no sentido de reduzir os custos operacionais de funcionamento e das sinergias desenvolvidas, estas só por si não foram suficientes para viabilizar a continuidade da fábrica da Guarda com o atual volume de produção”.
“Neste contexto, a Delphi decidiu consolidar todo o negócio de cablagens série em Portugal na sua fábrica de Castelo Branco encerrando no final do ano a unidade da Guarda”, acrescentou.
Entre 31 de dezembro de 2009 e finais de maio deste ano a Delphi despediu 601 pessoas.
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