Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou hoje, em Coimbra, que «o pior que podia acontecer» a Portugal seria juntar ao «grande constrangimento» económico e financeiro uma crise de segurança.
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou hoje, em Coimbra, que «o pior que podia acontecer» a Portugal seria juntar ao «grande constrangimento» económico e financeiro uma crise de segurança.
«O pior que nos podia acontecer era juntar a um grande constrangimento do ponto de vista orçamental e financeiro uma crise de segurança», sublinhou o governante, que falava na sessão de abertura do primeiro «Seminário de turismo e segurança na cidade de Coimbra», promovido pelo Comando Distrital de Coimbra da PSP (Polícia de Segurança Pública), no âmbito das comemorações do seu 135º aniversário, em colaboração com a Câmara Municipal.
«É estratégico» para o turismo manter Portugal como «um país seguro, como um destino seguro», sustentou Miguel Macedo, salientando que esta «imagem de marca» é «referenciada de várias formas», estudos e «indicadores internacionais».
Portugal «é um dos destinos mais seguros do mundo» e «esta é imagem de marca que tem valor comercial e importa valorizar», defendeu o governante, alertando que «o dano que a situação de insegurança provoca num país» é «praticamente instantâneo».
Nos dois últimos anos, o nosso país «beneficiou, do ponto de vista do turismo, enormemente com a crise» nos países «abrangidos por aquilo que se convencionou chamar primavera árabe», referiu Miguel Macedo, sublinhando que «foi praticamente instantânea a transferência» desses mercados turísticos para «outros destinos, como Portugal».
Em 2012 foram «controlados nas fronteiras portuguesas aéreas e marítimas mais de 12 milhões de turistas estrangeiros, o que é verdadeiramente assinalável» e fez com que o turismo no nosso país tenha sido, «apesar de tudo», um «sector que cresceu em termos económicos o ano passado» (cerca de 5%).
Em função dos dados relativos aos primeiros meses conhecidos também se prevê que 2013 seja «um bom ano do ponto de vista turístico», mas para que o crescimento se continue a verificar-se é necessário que seja «adquirido como estratégico» a manutenção de Portugal como «um país seguro e um destino seguro», sob os mais diferentes pontos de vista, desde a segurança rodoviária à saúde ou à protecção civil, sustentou.
Questionado pelos jornalistas, à margem da sessão, o ministro assegurou que «esta semana» será «lançado um concurso para a aquisição de veículos para a PSP e para a GNR», no valor global de «12 milhões de euros», que representam «uma das maiores aquisições» de veículos para aquelas forças «nos últimos anos».
Sobre a paralisação de quinta-feira, 27 de Junho, Miguel Macedo, disse que «a greve vai correr certamente como tem acontecido sempre», sem «problemas» e com «grande espírito cívico -- que, de resto, tem sido saudado por toda a gente -- e isso é muito importante e deve ser valorizado».
Na sessão de abertura do seminário, num hotel de Coimbra, também falaram a vice-presidente da Câmara de Coimbra, Maria José Azevedo Santos, e o director nacional adjunto da PSP, Paulo Lucas.
No encontro, que termina ao final da tarde, participam, designadamente, os embaixadores dos EUA e do Brasil em Portugal, Allan Katz e Mário Vilalva, respectivamente, o vice-reitor da Universidade Coimbra Henrique Madeira, o vereador do turismo da Câmara de Coimbra, Luís Providência, e empresários e gestores do sector turístico, além de várias dezenas de elementos da PSP.
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