Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral do PS afirmou hoje que «ninguém leva a sério» o primeiro-ministro, recordando que Passos Coelho afirmava, há dois anos, que a união nacional «não é desejável», apelo que agora lançou publicamente.
O secretário-geral do PS afirmou hoje que «ninguém leva a sério» o primeiro-ministro, recordando que Passos Coelho afirmava, há dois anos, que a união nacional «não é desejável», apelo que agora lançou publicamente.
De visita a Vila Nova de Cerveira, António José Seguro reagiu ao apelo do primeiro-ministro à «união nacional», hoje reafirmado, com um recorte de jornal, citando Passos Coelho.
«Tenho aqui um recorte de há dois anos, com declarações do mesmo primeiro-ministro, em que dizia: «união nacional não é desejável em Portugal». Ninguém leva a sério este primeiro-ministro. É preciso que na política a palavra seja honrada. Não se pode dizer uma coisa hoje e fazer o contrário amanhã», afirmou Seguro, aos jornalistas.
O primeiro-ministro disse na sexta-feira que o país precisa de um «clima de união nacional, não é de unidade nacional, é de união nacional, que permita essa convergência», apelo que reafirmou hoje.
Em Alijó, Pedro Passos Coelho afirmou, ainda, que o país não consegue recuperar a economia para o futuro aumentando impostos e considerou que a carga fiscal elevada é um desincentivo ao investimento das empresas.
Palavras que tiveram eco durante a visita do secretário-geral do PS à bienal de Vila Nova de Cerveira.
«Os portugueses têm muita dificuldade em levar a sério este primeiro-ministro. Porque ele vem dizer que os impostos são inimigos da economia, mas foi ele que fez o maior aumento de impostos da história da nossa democracia. Este ano os impostos aumentaram mais de 30%. Como é que se pode levar a sério este primeiro-ministro?», questionou Seguro.
O líder socialista sublinhou que Portugal precisa de «um Governo e de um primeiro-ministro confiável e competente» para «tirar o país da crise», afirmando que com este executivo «não bate a bota com a perdigota».
«Nós precisamos de ter um primeiro-ministro que honre os seus compromissos, que honre a palavra dada. E não é manifestamente o caso», disse ainda.
Durante a visita à bienal internacional de arte de Cerveira, que reúne mais de 200 trabalhos de artistas de várias nacionalidades, António José Seguro assumiu por escrito, com uma declaração que assinou no momento e que entregou a um comerciante que se encontrava no local, a intenção de reduzir o IVA para os restaurantes.
«Declaro por minha honra que descerei o IVA da restauração de 23% para 13%», lê-se na declaração, escrita pelo próprio Seguro, no momento.
«Peço-lhe que guarde isso. Ficou escrito, com a minha assinatura», rematou o líder socialista.
Sobre entendimentos com a maioria, o secretário-geral socialista insistiu que tudo se resume nesta altura à aprovação das propostas que o PS apresentou no parlamento, para apoiar as empresas.
«Que fale menos e que faça mais», disse ainda, num recado para Passos Coelho, sobre quem diz: «já nada me surpreende».
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