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Economia 11 de agosto de 2013

Figueira da Foz: Senhorios baixam preço para conseguirem arrendar casa de praia

Por: Diario Digital Castelo Branco

Arrendatários da vila de Buarcos, Figueira da Foz, queixam-se que é cada vez mais difícil arrendar casa de férias e que têm de descer os preços para fazer face à baixa procura.

 

Arrendatários da vila de Buarcos, Figueira da Foz, queixam-se que é cada vez mais difícil arrendar casa de férias e que têm de descer os preços para fazer face à baixa procura.

“A Figueira já foi ouro, já foi prata, agora nem bronze é. É lama”, afirmou Irene Alves, de 79 anos, “nascida, crescida e criada” em Buarcos.

Apesar de não arrendar a moradia para o verão, notou que “há muito menos movimento”, recordando que há uns anos, na zona circundante à Rua Direita de Buarcos, havia sempre turistas à procura de casa.

Filomena Maria, proprietária de uma casa para arrendar, partilhou da mesma opinião e constatou que nos últimos dois anos as coisas não têm sido fáceis, frisando que este ano é pior.

“Há muita gente que não estreou a casa no mês passado”, observou.

Graça Carvalho, de 66 anos, que aluga casa na Travessa da Torre Eiffel, não conseguiu arrendar a propriedade em julho.

“Tenho que alugar aos dias que já ninguém aluga um mês e mesmo 15 dias é uma raridade”, assegura a proprietária à agência Lusa.

“É o que eles [turistas] querem é o que fica, quase”, queixa-se Graça Carvalho, que necessita de apresentar preços 20 e 30% mais baixos que em anos anteriores, para poder arrendar a sua propriedade em agosto, mês que, segundo Filomena Maria, “irá compor as coisas”.

Também Cláudia Ramos, residente no Largo de São Pedro, em Buarcos, afirmou que os turistas “estão dispostos a pagar muito pouco”, sendo esta quebra “ainda maior” que aquela que a proprietária regista em relação à procura.

Elisabete Carvalho, de 58 anos de idade, há 26 anos a morar na vila piscatória, considerou que um dos entraves para uma maior procura de casas para arrendar foi a mudança de hábitos dos turistas provenientes do concelho de Coimbra, que agora “vão e vêm todos os dias e trazem tudo de casa”.

Apesar de ainda não ter obtido indicadores do fluxo de turistas portugueses em 2013, Tiago Castelo Branco, chefe do gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz, admitiu “uma quebra no consumo”, motivada pela crise que afeta as famílias.

Após ter consultado as principais cadeias hoteleiras da cidade, Tiago Castelo Branco verificou, contudo, que houve um “grande aumento da taxa de ocupação” na maioria dos hotéis, contrastando com o negócio do arrendamento sazonal. No ano passado, a taxa de ocupação, segundo o representante da autarquia, “rondava os 70 por cento”, e, atualmente, situa-se perto dos 90 por cento.

António Belo, natural de Buarcos, aponta para o parque de estacionamento de carros para constatar a diminuição de turistas na Figueira da Foz.

A sua sogra alugava a casa, recorda, mas “deixou-se disso porque não compensava”, por causa dos estragos provocados, sobretudo, no equipamento da casa e dos utensílios, que, muitas vezes, eram roubados.

“Agosto parece estar mais fraco que julho”, afirmou à Lusa António Belo, antigo jogador de futebol da Associação Naval 1.º de Maio e do União de Coimbra, garantindo que “a culpa não é do tempo, que a água está a 20 graus, o que é raro”.

Uma mulher no Largo do Mirão, que preferiu não se identificar, também considerou que “o tempo nem tem estado mal”, “as carteiras é que estão mal”.

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