Por: Diario Digital Castelo Branco/Diario Digital
A poucas horas da chegada da troika para a 8.ª e 9.ª avaliações do programa de assistência financeira a Portugal, o ex-líder do PSD e actual comentador televisivo Marcelo Rebelo de Sousa avisou os elementos enviados por FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu de que, pela primeira vez neste processo, vão ser obrigados a «pensar politicamente» quanto às metas do défice.
A poucas horas da chegada da troika para a 8.ª e 9.ª avaliações do programa de assistência financeira a Portugal, o ex-líder do PSD e actual comentador televisivo Marcelo Rebelo de Sousa avisou os elementos enviados por FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu de que, pela primeira vez neste processo, vão ser obrigados a «pensar politicamente» quanto às metas do défice.
No entender do comentador, a troika «sabe, como sabe o Governo português», que «das duas uma: ou flexibiliza e arranja maneira, ao contar as receitas e as despesas, de serem 4% muito elásticos; ou tem que ser mesmo 4,5%».
«A troika tem de ser, uma vez na vida, obrigada a pensar politicamente, meter a viola no saco, e das duas uma: ou flexibiliza chamando 4% ao que não é 4%, ou admite os 4,5%», concluiu.
Sobre outro dos temas que marcou a semana, o polémico regime de convergência de pensões, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que, se «a ideia é aproximar os trabalhadores públicos dos privados», então «não me convence porque ninguém me explica porquê».
Porém, «há uma [explicação] que me pode convencer. A de que todos os anos entram 4 mil milhões [nos cofres da Caixa Geral de Aposentações] e saem 9 mil milhões, ou seja, há um défice crónico no que respeita às pensões da Função Pública [e] o sistema pode não ser sustentável. Mas então, o Governo [deve deixar] de falar em convergência e explicar porque não é sustentável e que contributo é este para ser sustentável», acrescentou.
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