Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O líder da bancada parlamentar socialista acusou hoje PSD, CDS-PP e PCP de terem uma "enorme obsessão" com o PS, considerando também "curioso" que o primeiro-ministro fale em eleitoralismo quando o promoveu na campanha para as legislativas.
O líder da bancada parlamentar socialista acusou hoje PSD, CDS-PP e PCP de terem uma "enorme obsessão" com o PS, considerando também "curioso" que o primeiro-ministro fale em eleitoralismo quando o promoveu na campanha para as legislativas.
"É muito curioso ouvir o senhor primeiro-ministro falar de eleitoralismo quando eleitoralismo é aquilo que Passos Coelho fez há dois anos quando prometeu tudo ao contrário do que está a realizar e atingiu o poder com um programa completamente oposto ao que está agora a aplicar", afirmou Carlos Zorrinho aos jornalistas no Parlamento.
O presidente do grupo parlamentar socialista defendeu ainda que, "num momento em que o país deveria estar todo concentrado num esforço para uma boa negociação com a ‘troika'", o CDS-PP, PSD e o PCP manifestam "uma enorme obsessão com o PS".
"Porque é que isto acontece? Só vemos uma razão, é que o PS é o único que tem apresentado soluções, quer soluções para o país quer soluções em termos de poder local", declarou.
O presidente do PSD e primeiro-ministro avisou na segunda-feira que não vai mudar de discurso por causa das eleições autárquicas, depois de ter ouvido um dirigente do seu partido apelar à "esperança sem choques adicionais de austeridade".
Durante uma iniciativa de campanha do PSD em Viseu, Pedro Passos Coelho defendeu o rumo seguido pelo Governo e fez questão de repetir as palavras do presidente da distrital e candidato social-democrata à Assembleia Municipal neste concelho, Mota Faria, antes de lhe responder.
"Disse ele, eu quero recordar, que existe angústia entre os viseenses sobre o seu futuro e que todos eles precisam de uma esperança sem choques adicionais de austeridade. Quero dizer aqui ao Mota Faria, como a todos os que aqui estão presentes, que mal seria que, na posição em que eu ocupo, não tivesse uma noção clara dessa angústia que as pessoas sentem, dessa necessidade também que os portugueses precisam de acreditar numa esperança e numa confiança em relação ao futuro como não tiveram nos últimos anos", afirmou o presidente do PSD.
Pedro Passos Coelho acrescentou que tem procurado ter um discurso "que não seja fruto de circunstâncias muito conjunturais e, em particular, de natureza eleitoral" e considerou que "mal seria que uma campanha não fosse ela própria um motivo de esperança, mas não pode ser um exercício de eleitoralismo".
"Ninguém levaria a sério que eu viesse aqui hoje desdizer a necessidade das políticas que temos prosseguido. As pessoas não o perceberiam, porque, das duas umas, ou elas eram dispensáveis, e então não se percebe porque é que estariam a ser executadas, ou elas são necessárias e não vale a pena virmos aqui fazer um exercício de prometer fazer o contrário do que fizemos até hoje", concluiu.
Passos Coelho disse acreditar que "todas as pessoas que percebem a situação a que o país chegou sabem bem destrinçar entre o que são promessas eleitoralistas e o que é o realismo" e que "ninguém leva a sério que os partidos se afirmem com um discurso negativista prometendo aquilo que as pessoas sabem que não é realizável".
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