UGT avisa Governo que «é tempo de parar»
Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, rejeitou hoje “a questão do segundo resgate” e avisou o Governo que já é tempo de parar de “penalizar sempre os mesmos”. O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, rejeitou hoje “a questão do segundo resgate” e avisou o Governo que já é tempo de parar de “penalizar sempre os mesmos”.
Falando em conferência de imprensa destinada a apresentar as conclusões da reunião de hoje de manhã do secretariado nacional e as políticas reivindicativas para 2014, Carlos Silva afirmou que “a questão do segundo resgate é vista pela UGT como uma situação de total rejeição”.
“É uma chantagem que está colocada ao país como se de uma inevitabilidade se tratasse. Não é uma questão inevitável, a questão do segundo resgate é uma ameaça que paira sobre os trabalhadores como uma arma de arremesso”, considerou o líder da estrutura sindical.
Lembrou, a propósito, que “o único que fala no segundo resgate é o primeiro-ministro”, remetendo para uma fábula infantil.
“Isso faz-me lembrar a fábula do Pedro e do lobo e [Pedro Passos Coelho] tanto fala nisso que qualquer dia temos mesmo um segundo resgate. Mas na fábula, à terceira, o Pedro foi engolido pelo lobo e temos um Pedro como primeiro-ministro e não queremos que ele seja engolido pelo segundo resgate”, ironizou Carlos Silva.
Reiterou que “chega de penalizar sempre os mesmos".
"Já passaram mais de dois anos e as pessoas estão cansadas, já não aguentam”.
Entre os vários pontos em destaque na proposta reivindicativa para o próximo ano, a UGT exige a necessidade de aumentar o salário mínimo nacional (SMN) para 500 euros a partir de 01 de janeiro de 2014 e uma nova revisão em julho de 2014.
Exige igualmente um aumento de, pelo menos, 10 euros nas pensões mínimas e uma atualização das pensões a partir de 01 de janeiro do próximo ano, com principal destaque para aquelas até 600 euros.
A UGT reivindica ainda o fim da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) das pensões, o fim do congelamento dos salários na Administração Pública e no Setor Empresarial do Estado (SEE).
Uma reforma fiscal mais abrangente, a promoção da negociação coletiva e do emprego e a rejeição às alterações à Lei Geral Do Trabalho em Funções Públicas são também exigências da estrutura sindical.