Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
"Teremos tempo para discutir tudo o que possa ter a ver com a constitucionalidade das medidas quando conhecermos as medidas exatamente", afirmou Nuno Magalhães aos jornalistas no Parlamento.
O líder parlamentar falava à saída da reunião com membros do Governo para apresentação do Orçamento, em que o CDS foi também representado pelos deputados João Almeida e Cecília Meireles.
"Transmitimos ao Governo que temos a convicção que este é o último Orçamento que faremos debaixo de um programa de assistência económica e financeira, temos convicção que este é o último Orçamento que faremos sob condição da 'troika', que entendemos que só assim, só se em junho próximo nós conseguirmos recuperar a nossa autonomia financeira e com isso em certo sentido também a nossa soberania política", afirmou.
Nuno Magalhães afirmou que os centristas transmitiram ao Governo que além da questão da consolidação orçamental, é "também muito importante que este Orçamento possa dar força, robustecer, os sinais positivos que a economia real vai dando e com isso, no combate ao desemprego".
"Reforçámos junto do Governo que a reforma fiscal que está a ser feita, a reforma do IRC que se iniciou, a baixa da taxa do IRC que ontem [segunda-feira] foi anunciada, vai ao encontro destas nossas preocupações de robustecer, reforçar, dar um sinal muito claro que é preciso consolidar as finanças, é certo, mas ajudar as empresas, os empresários, os trabalhadores, a fortalecer estes sinais", sustentou.
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