Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Segundo Ricardo Sá Fernandes, a acusação do Ministério Público foi deduzida a 11 de fevereiro, mas só hoje é que o acusado – Afonso Dias – foi notificado.
A Lusa falou com Afonso Dias que se escusou a fazer qualquer comentário sobre a matéria.
De acordo com Ricardo Sá Fernandes, para esta acusação contribuiu o trabalho de uma nova equipa da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que “conseguiu reconstruir o que se passou nas 24 horas consequentes ao desaparecimento de Rui Pedro”.
Para tal foram levados em conta depoimentos e feitas reconstituições que permitiram reconstruir “aquelas horas fundamentais” e que, para o causídico, “estiveram na origem do desaparecimento”.
“Basicamente, o que temos é uma equipa que agora soube investigar e tirar as conclusões devidas de factos que deviam ter sido apuradas logo a seguir ao desaparecimento do Rui Pedro”, afirmou Ricardo Sá Fernandes, para quem a anterior “investigação não investigou”.
“Nas 48 horas seguintes ao desaparecimento, a investigação não respeitou os procedimentos básicos e levou a que durante semanas, meses e anos nada se tivesse feito”, acusou.
O impacto desta notícia na mãe de Rui Pedro, que nunca desistiu de procurar o filho, tendo inclusive criado um site, em 2007, com a história do rapto do filho, na esperança de o encontrar, foi de tal forma que esta não se encontra em condições de, para já, comentar o caso.
Rui Pedro foi visto pela última vez a 04 de março de 1998, em Lousada, quando tinha onze anos.
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