Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
German Efromovich, investidor e dono do grupo Synergy, que em 2012 foi o único candidato à compra da TAP, esteve em Portugal esta semana e teve reuniões nos ministérios das Finanças e da Economia. A notícia foi confirmada à Lusa por fontes oficiais dos dois ministérios.
German Efromovich, investidor e dono do grupo Synergy, que em 2012 foi o único candidato à compra da TAP, esteve em Portugal esta semana e teve reuniões nos ministérios das Finanças e da Economia. A notícia foi confirmada à Lusa por fontes oficiais dos dois ministérios.
O empresário chegou a Lisboa na terça-feira. A reunião no Ministério da Economia terá decorrido na quarta-feira, enquanto o encontro no organismo sediado no Terreiro do Paço se terá realizado no dia imediato, de acordo com informações obtidas pela Lusa.
O Governo recusou, em dezembro do ano passado, a proposta de compra do grupo Synergy para a TAP, o único concorrente à privatização da companhia aérea nacional.
Segundo adiantou na altura a então secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, a proposta foi rejeitada porque não deu "as garantias adequadas". "Não foram cumpridos os requisitos previstos no caderno de encargos", explicou, então, Maria Luís, ressalvando, contudo, que a proposta de German Efromovich era "positiva, coerente e alinhada com a estratégia do Governo".
A governante explicou ainda que a proposta em cima da mesa significava um encaixe líquido para o Estado de 35 milhões de euros e a recapitalização da empresa superior a 300 milhões, em duas fases, a que acrescia a assunção de um passivo (dívida) na ordem dos 1,5 mil milhões de euros.
A venda está suspensa desde então e na proposta de Orçamento do Estado para 2014 o Governo afirma que "continuará a monitorizar as condições do mercado, por forma a relançar o processo de privatização da TAP logo que estejam reunidas as condições propícias para o seu sucesso".
Depois de a proposta do grupo Synergy ter sido rejeitada, German Efromovich admitiu a possibilidade de voltar a concorrer à TAP, apesar de afirmar estar "desapontado e surpreso" com a decisão do Governo.
O investidor e dono do grupo Synergy pediu a nacionalidade polaca para cumprir as regras comunitárias, que impedem que uma empresa não europeia detenha mais de 49% do capital de uma companhia aérea europeia.
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