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País 29 de outubro de 2013

«Há inúmeros delinquentes que andam por aí impunemente como é o caso de Machete» - Mário Soares

Por: Diario Digital Castelo Branco

O histórico socialista Mário Soares elogia, esta terça-feira, em artigo de opinião publicado no Diário de Notícias, o Tribunal Constitucional pelo «excelente exemplo» de «independência que tem demonstrado», isto numa altura em que a justiça nacional está «pelas ruas da amargura», deixando «inúmeros delinquentes» por aí «impunemente», como o «actual ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete».

O histórico socialista Mário Soares elogia, esta terça-feira, em artigo de opinião publicado no Diário de Notícias, o Tribunal Constitucional pelo «excelente exemplo» de «independência que tem demonstrado», isto numa altura em que a justiça nacional está «pelas ruas da amargura», deixando «inúmeros delinquentes» por aí «impunemente», como o «actual ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete».

Defendendo ser «indispensável que os juristas (…) e as pessoas de bem admirem e sejam solidárias com o Tribunal Constitucional», pela demonstração de «independência» que tem dado, «apesar dos ataques, ameaças e pressões que o Governo indefinidamente lhe tem feito», Soares aponta assim a instituição sedeada no Palácio Ratton como um «exemplo» a seguir, especialmente numa altura em que, salienta, «é certo que a justiça portuguesa está pelas ruas da amargura», deixando que «inúmeros delinquentes» andem por aí «impunemente», sendo que «alguns até parece que foram escolhidos por isso mesmo, como é o caso do actual ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete».

De resto e recordando os tempos em que conheceu o actual MNE, «no tempo do impoluto professor Mota Pinto», o fundador do PS afirma que «Machete parecia então uma pessoa séria. Mas deixou de o ser, como se sabe agora».

Por outro lado, defende o antigo Presidente da República, «ainda mais grave» é o facto de «permitirem» a «responsáveis europeus como a presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a que preside mal a francesa Christine Lagarde, e a Comissão Europeia, pela voz do seu presidente Durão Barroso, (…) intrometerem-se no nosso Tribunal Constitucional».

No entanto, «a tudo isto, o Tribunal Constitucional tem resistido em silêncio - como deve - tornando-se um factor de independência e de serenidade (…) e um bom exemplo para todos nós», escreve Soares, concluindo que, «por isso, o mais depressa possível, temos de defender a Constituição e salvar a democracia».

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