Por: Diario Digital Castelo Branco
Os inquiridos têm dúvidas de que Portugal possa dispensar a troika, com quase 71% a duvidar muito (ou a não acreditar mesmo nada) que os técnicos do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional abandonem o país em Junho de 2014. Mais de 63% dos participantes dizem que o segundo resgate - mais duro - é mesmo inevitável.
Os pessimistas é claro quanto à presença da troika no país, com 37,8% a acreditar pouco que se vá embora nos prazos estabelecidos. A estes juntam-se os 33,1% que não acreditam nada que tal seja possível. No entanto, 24,6% acreditam no acordo inicial e não riscam da agenda, em Junho do próximo ano que o «protectorado da troika» acaba ali.
O cenário de um segundo resgate, com igual ou até maior austeridade é o que se perspectiva com mais força para o final do primeiro programa de assistência, com 63,7% dos inquiridos a antever a necessidade de mais fundos internacionais em meados de 2014.
Segundo o i, mesmo acreditando que a troika conclui o seu trabalho em Lisboa no prazo fixado, a grande maioria dos inquiridos está longe de relacionar essa saída com o fim da austeridade. Cerca de 71,4% dos participantes acreditam que os cortes serão menos passageiros que as visitas dos técnicos das instituições internacionais. Na verdade, apenas 13,8% dos inquiridos consideram que o fim da austeridade em Portugal está definitivamente a oito meses de distância.
Os inquiridos explicam o «falhanço» do primeiro resgate com a má gestão dos governantes ou os chumbos do Tribunal Constitucional.
O estudo de opinião foi realizado pela pitagórica – investigação e estudos de mercado sa para o jornal i, entre 14 e 19 de Outubro de 2013. Foram validadas 506 entrevistas telefónicas
O erro máximo da amostra é de 4,4%, para um grau de probabilidade de 95,5%.
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