Por: Diario Digital Castelo Branco
António Capucho (que se candidatou nas listas de Marco Almeida, em Sintra), Miguel Veiga ou Arlindo Cunha (respectivamente, apoiante e mandatário da campanha do independente Rui Moreira, no Porto) são apenas alguns dos nomes que integram uma lista de quase 400 militantes que o partido poderá expulsar.
O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD ainda não recebeu quaisquer queixas enviadas aos órgãos nacionais do partido para a «cessação» da actividade de cerca de 400 militantes sociais-democratas que apoiaram, integraram ou foram mandatários de listas adversárias das do PSD.
O órgão só poderá aplicar essa sanção quando a vontade de punir os visados lhe for «comunicada» pela Comissão Política Nacional, o que ainda não aconteceu.
Miguel Veiga - um dos fundadores do partido - admite ao i não se «identificar» com a actual direcção e responsabiliza-a pelos «resultados miseráveis» nas autárquicas, que atribui à «incompetência política» de quem escolheu os candidatos. «Não chego a ficar magoado, porque já não me revia neste partido», diz.
Os estatutos do partido são claros a este respeito, quando prevêem o fim da militância para quem integre listas eleitorais que não as do PSD.
António Capucho é outro dos visados por este processo, mas garante que já suspendeu a militância há dois anos. Capucho refere que, caso seja formalmente afastado, «o regresso não está no horizonte», e critica a «oligarquia» dos membros da actual direcção.
Já Arlindo Cunha, que pertenceu à Comissão de Honra de Rui Moreira, entende que «esta é uma situação sem precedentes» e que, por essa razão, «em vez de o partido andar a aplicar os estatutos de forma directa e a dar um tiro no pé em relação a todos estes militantes, devia interrogar-se sobre os factores que levaram a que isto acontecesse».
A lista de sociais-democratas em risco de perder a ligação ao partido pode, no entanto, ser ainda maior. Segundo o i, há responsáveis de concelhias do PSD ainda a mãos com a recolha dos nomes que concorreram contra o partido ou que apoiaram de alguma forma outras listas. Não havendo tempo limite para que essas queixas sejam apresentadas juntos dos órgãos nacionais, o número de processos poderá continuar a crescer nas próximas semanas
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