Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Estão a circular apenas os comboios dos serviços mínimos. Os trabalhadores estão a aderir a 100 por cento à greve. Noventa por cento das bilheteiras estão encerradas”, disse Luís Bravo, presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão e Comercial Itinerante.
O sindicalista disse ainda “desconhecer” que três comboios destinados aos serviços mínimos não tenham circulado, como anunciou a empresa.
Em declarações à Lusa, a porta-voz da CP, Ana Portela, disse que de madrugada “houve a supressão de apenas três comboios de serviços mínimos por falta de apresentação dos trabalhadores que estavam escalados para fazer esses serviços”.
Segundo Luís Bravo, “a CP tudo fez para que os trabalhadores não cumprissem com os serviços mínimos, pois colocou-os sempre a começar fora da sua sede de trabalho”.
“Os que pertencem ao Rossio foram colocados a começar os serviços mínimos em Alverca, outros em Sintra, outras na Castanheira do Ribatejo (Vila Franca de Xira)”, garantiu.
“Na regional puseram os do Entroncamento a começar em Lisboa e os do Porto na Régua. E não foram criadas condições para que os trabalhadores fossem para esses locais. Se houve algum que não conseguiu, foi por manifesta intenção da CP em criar essa condição”, acrescentou.
Questionado se com a demissão do Governo não foi colocada a possibilidade de se suspender a greve, o sindicalista disse que a paralisação não tem motivos políticos.
“Não fazemos greve por motivos políticos. Os problemas continuam”, afirmou Luís Bravo, acrescentando que os trabalhadores “estão a lutar para não ficarem com salário precário”.
Os trabalhadores da CP cumprem hoje uma greve de 24 horas, a segunda em três dias, contra os cortes nas cláusulas pecuniárias da empresa, como a remuneração das horas extraordinárias e noturnas e o trabalho em dias de descanso e de feriado.
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