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País 22 de janeiro de 2014

Maioria das pessoas em situação de pobreza não se revê nessa realidade

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Seis em cada dez pessoas que vivem em situação de pobreza não se reveem nessa realidade, projetando-se numa classe social superior, revelam as conclusões de um estudo da Assistência Médica Internacional (AMI) hoje divulgado.

Seis em cada dez pessoas que vivem em situação de pobreza não se reveem nessa realidade, projetando-se numa classe social superior, revelam as conclusões de um estudo da Assistência Médica Internacional (AMI) hoje divulgado.

O estudo “Vivência da pobreza – O que sentem os pobres?” foi realizado ao longo de 2012/2013 e envolveu os beneficiários dos Centros Porta Amiga da AMI em todo país (31.842), tendo sido validadas 50 entrevistas (26 mulheres e 24 homens).

A classe social média-baixa representa 8% do universo do estudo e a classe social média 2%. Apesar de 88% dos entrevistados terem um rendimento 'per capita' inferior a 421 euros, valor considerado como limiar da pobreza, apenas 48% se autoavaliam na situação de pobreza.

“Segundo os indicadores oficiais de pobreza as pessoas foram classificadas, na sua maioria, na classe social pobre (40%) e muito pobre (48%)”, mas quando lhe perguntamos em que classe se veem, a maior parte das pessoas classifica-se na classe social pobre ou média baixa, adiantou a diretora do Departamento de Ação Social da AMI e orientadora do estudo. Ana Martins explicou, no final da apresentação, do estudo, que “há uma décalage entre a maneira como a sociedade classifica estas pessoas e a maneira como elas se veem”.

“Esta questão tem a ver essencialmente com os sentimentos e a maneira como os pobres se projetam. Ou seja, é o sentir deles, o estereótipo somos nós, sociedade, que o fazemos”, acrescentou.

Contudo, quando são questionados sobre a existência ou não de pobreza em Portugal, 64% dos inquiridos referem que mais de metade da população está em situação de pobreza.

“A análise comparativa entre a classe social estipulada pelo estudo e a auto classificação permite detetar uma resistência por parte de todos os grupos socioeconómicos em assumir a sua situação de pobreza, principalmente na classe social muito pobre”, refere o estudo.

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