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País 27 de março de 2011

Governo/Demissão: PSD fez uma "cambalhota" ao admitir aumento do IVA – Sócrates

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O secretário-geral do PS, José Sócrates, desafiou hoje o PSD a apresentar a sua “alternativa” para cumprir a redução do défice, acusando os sociais-democratas de uma “cambalhota política” em matéria de impostos. O secretário-geral do PS, José Sócrates, desafiou hoje o PSD a apresentar a sua “alternativa” para cumprir a redução do défice, acusando os sociais-democratas de uma “cambalhota política” em matéria de impostos.

“Se o PSD pensa que se escapa a este dilema de ter que apresentar a sua alternativa está muito enganado, porque isso é exigido pelo país, porque isso foi exigido também pela Europa”, afirmou José Sócrates, intervindo num encontro com autarcas socialistas.

Para o líder socialista, “o desafio que está colocado ao PSD não é apenas o desafio da retórica e do palavreado oco, é o desafio de se comprometer explicitamente perante o país, explicando quais as medidas que são necessárias para que no próximo ano o nosso défice orçamental se reduza de 4,6 para 3 por cento e que em 2013 ele se reduza para 2 por cento”.

“O que lá fora estão à espera é que para defender Portugal e para defender a Europa, o maior partido da oposição, que insistiu em criar uma crise política, diga quais as medidas com que se compromete para atingir os objetivos orçamentais e não apenas dizer que está de acordo com os objetivos”, argumentou.

Sócrates afirmou que, “não se passaram 48 horas” após o chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), para que o PSD viesse admitir que “a resposta ao para o desequilíbrio orçamental passa por aumentar os impostos”.

“Isto é absolutamente espantoso, a isto se chama em política, uma cambalhota”, acusou.

“A cambalhota não é apenas com o aumento dos impostos, é com o aumento do IVA. Desculpem, não foi a liderança do PSD que explicou aos portugueses que o IVA não pode ser aumentando porque se trata de um imposto cego, injusto, que causaria recessão?”, questionou.

Segundo Sócrates, reeleito esta madrugada líder do PS, se as ideias do PSD “não são vagas”, como “alguns dizem”, então, incluem-se numa “agenda escondida de um conjunto de propostas que não são reveladas por uma única razão, têm medo das consequências eleitorais dessas propostas e dessas ideias”.

Sócrates acusou o PSD de “dizer ao país uma coisa e lá fora outra”.

“Não se pode chumbar o PEC aqui e lá fora andar a dizer que se está de acordo com os objetivos do PEC, porque isso é apenas um exercício de duplicidade politicamente absolutamente inaceitável”, afirmou.

“Cá dentro chumbam o PEC, lá fora, dizem não só que têm outras medidas como são precisas mais medidas. Cá dentro chumbam o PEC, não querem aumento de impostos, imediatamente a seguir dizem que querem aumento de impostos”, declarou.

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