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País 12 de fevereiro de 2014

«Jobs for the boys» recompensam lealdade e ajudam a controlar administração

Por: Diario Digital Castelo Branco

As nomeações do Estado são recompensas dadas pela lealdade de militantes do partido, mas servem também para controlar as políticas da administração pública, conclui um estudo realizado pela Universidade de Aveiro, avança hoje o Diário de Notícias (DN). As nomeações do Estado são recompensas dadas pela lealdade de militantes do partido, mas servem também para controlar as políticas da administração pública, conclui um estudo realizado pela Universidade de Aveiro, avança hoje o Diário de Notícias (DN).

Segundo Patrícia Silva, coordenadora do estudo, os «jobs for the boys» servem para recompensar serviços prestados ao partido, mas também para influenciar as políticas públicas prosseguidas pelo Executivo.

O DN refere que na investigação foram ouvidos os testemunhos de 51 intervenientes nos processos de nomeação, entre os quais, ministros e dirigentes partidários, os quais confirmam a ideia de que existem de facto pressões para a contratação de militantes do partido.

Com base naquelas conversas construíram-se os modelos estatísticos aplicados para confirmar os dois tipos de nomeações, as recompensas por lealdade e a necessidade de controlo da máquina do Estado.

Segundo o estudo – que analisou uma amostra de cerca de 11 mil nomeações para vários cargos da administração pública entre 1995 e 2009 - quando os governantes recompensam lealdade atiram os boys para posições hierárquicas intermédias, em gabinetes ministeriais ou em serviços periféricos da administração pública.

Outro dos métodos é atribuir «posições menos visíveis mas também atractivas do ponto de vista financeiro», nomeadamente cargos em embaixadas. Aquele tipo de nomeações costuma surgir no fim dos mandatos, antes das eleições seguintes.

O estudo divulgado pelo DN conclui ainda que quando o objetivo é garantir que as políticas públicas são controladas e avançam sem problemas, os cargos ocupados são outros – nomeadamente diretores-gerais e a chefia de institutos públicos - e as nomeações são feitas logo no início do mandato.

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