Por: Diario Digital Castelo Branco/Diario Digital
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, agradeceu esta quarta-feira à troika por levar o País para o «caminho da estabilidade». «Estamos hoje a viver mais de acordo com as possibilidades da nossa economia», destacou.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, agradeceu esta quarta-feira à troika por levar o País para o «caminho da estabilidade». «Estamos hoje a viver mais de acordo com as possibilidades da nossa economia», destacou.
O líder do Governo falava na fábrica da Mitsubushi, no Tramagal, que hoje assinalou 50 anos de actividade.
«Ao contrário do que acontecia no passado, estamos hoje a viver mais de acordo com as possibilidades da nossa economia. Queremos, naturalmente, alargar a base da nossa economia e obter dentro de pouco tempo uma possibilidade de crescimento ainda mais intensa para que a economia remunere melhor os seus factores e a sociedade», considerou Passos.
O primeiro-ministro destacou a subida nas exportações, frisando que Portugal «tem sido proporcionalmente dos que mais tem conquistado mercado externo, melhor desempenho nas exportações, e cresceu relativamente ao ano anterior quase 5%. O que significa que, pela primeira vez, temos a possibilidade de ter uma balança excedentária sobre o exterior».
Sobre o programa de ajustamento, Passos agradeceu o apoio dado pelo BCE, Comissão Europeia e FMI. «O problema de endividamento múltiplo das famílias, empresas, e Estado, não teria sido possível sem a solidariedade da União Europeia e FMI», afirmou.
As medidas de austeridade aplicadas foram «indispensáveis para podermos dizer agora que estamos a desalavancar a economia», prosseguiu, lembrando que «foi possível reduzir em três anos quase metade o valor do défice público».
Contudo, o défice «ainda é excessivo», advertiu. Assim, defendeu, «a persistência da disciplina orçamental terá de ser permanente, não pode ser de outra maneira. Temos de reduzir o stock de dívida, pagar menos juros e libertar a economia, famílias e empresas, para terem mais poupanças e investirem mais no futuro».
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