Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP) afirmou, em Castelo Branco, que as três universidades e sete politécnicos do interior representam apenas 16% do orçamento do ensino superior.
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP) afirmou, em Castelo Branco, que as três universidades e sete politécnicos do interior representam apenas 16% do orçamento do ensino superior.
"O ensino superior no interior não é, definitivamente, um peso económico para o país. Será que são estes 16% que estão a mais na reforma da rede do ensino superior? Não acredito que isso possa ser opção para alguém", disse o presidente do CCISP, Joaquim Mourato, no encontro "Que política(s) para o ensino superior no interior do país".
Promovido ontem pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior, no Instituto Politécnico de Castelo Branco, o encontro contou também com a participação do secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, que garantiu não haver "intenção de mexer" no "sistema de acesso" e lembrou que as instituições do litoral as preferidas dos candidatos.
Joaquim Mourato explicou que as instituições de ensino superior do interior têm apenas 17% do total das vagas de acesso, enquanto "Lisboa e Porto têm 50% de toda a oferta formativa".
"Não podemos ser igual opção no interior, quando não há em Portalegre, por exemplo, oferta de um curso de medicina, um dos mais procurados", disse.
O presidente do CCISP referiu ainda que estudos que se baseiam apenas em aspetos económicos "dirão certamente que será mais interessante encerrar aqui [interior] as instituições e levar tudo para o litoral". "A ser assim, rapidamente passaremos do despovoamento para a desertificação", concluiu.
Joaquim Mourato respondeu com estes dados ao secretário de Estado do Ensino Superior que, momentos antes, em relação à hipotética redução do número de vagas em Lisboa e Porto, afirmou que, "apesar de tudo, estamos numa democracia e a maioria dos candidatos opta como primeira opção [pelas instituições] do litoral".
"A diminuição do número de vagas [no litoral] é politicamente difícil, porque vamos contra a vontade do povo. Creio que não é uma solução eficaz a longo prazo", disse o governante na sua intervenção.
José Ferreira Gomes sublinhou ainda que a solução não passa por "empurrar" candidatos do litoral para o interior.
"O ponto de partida deve ser baseado no facto de valer a pena optar por uma instituição de ensino superior do interior. Deve haver essa capacidade de atrair os alunos".
O governante explicou também que, neste momento, "não há qualquer intenção de mexer" no "sistema de admissão" ao ensino superior.
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