Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reiterou hoje que quer negociar o aumento do salário mínimo nacional ainda este ano, mas rejeitou fazê-lo antes das eleições europeias ou da saída da 'troika'.
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reiterou hoje que quer negociar o aumento do salário mínimo nacional ainda este ano, mas rejeitou fazê-lo antes das eleições europeias ou da saída da 'troika'.
"O primeiro-ministro desafiou a UGT. A UGT reafirmou não estar em condições de fazer qualquer acordo de concertação antes das eleições europeias ou da saída da 'troika'. Para nós, isto está óbvio. Não queremos que haja um qualquer aproveitamento a favor ou contra o Governo ou qualquer partido político. O movimento sindical tem que ser imune a esta matéria", disse o sindicalista.
A CGTP recusa aceitar a subida do salário mínimo nacional como "moeda de troca" para uma nova ofensiva aos trabalhadores e exige a atualização a 1 de junho do valor desta retribuição para os 515 euros.
"Não se pode passar para outro processo sem encerrar este", disse o secretário-geral da estrutura sindical no final de uma reunião com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que recebe hoje os parceiros sociais no âmbito da conclusão do Programa de Assistência Financeira.
"Não faz sentido abrir um outro processo misturando o trigo com o joio, o trigo objetivamente é o salário mínimo nacional, que tem que ser atualizado no 1 de junho para 515 euros. Misturar esta com outras matérias na concertação social é o mesmo que dizer que nós, para aceitarmos a subida de 15 ou 30 euros, seríamos confrontados com propostas que retirariam 150 a 200 euros aos trabalhadores na sua retribuição", disse.
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