Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O diretor fabril da Celtejo, fábrica de pasta de papel da Altri, em Vila Velha de Ródão, disse que esteve a importar madeira desde janeiro, porque não havia no país matéria-prima suficiente para alimentar a fábrica.
O diretor fabril da Celtejo, fábrica de pasta de papel da Altri, em Vila Velha de Ródão, disse que esteve a importar madeira desde janeiro, porque não havia no país matéria-prima suficiente para alimentar a fábrica.
"Nós importamos entre janeiro e março deste ano, aparas de madeira do Uruguai e do Chile porque não tínhamos matéria-prima suficiente para alimentar a fábrica", afirmou o diretor daquela unidade da Altri.
Carlos Coelho, que falava hoje aos jornalistas à margem de um seminário sobre segurança no trabalho promovido pela empresa, explicou que esta situação teve um impacto significativo nas contas.
"Estamos a falar de cerca de 50 mil toneladas, ou seja, de um mês de produção. São muitos milhares de euros que ficam fora do país, quando deviam ficar cá dentro", sublinhou.
Para este ano, um dos objetivos da Celtejo passa por dinamizar, apostar e sensibilizar os produtores florestais da região para "apostarem na produção de matéria-prima, nomeadamente eucalipto", referiu Carlos Coelho.
"Entre ter um baldio e deixar de ter esse baldio e ter uma zona com eucaliptos, acho que é bom para todos ter os eucaliptos, que é um produto rentável. A empresa compra os eucaliptos e temos uma política de pagamentos de matéria-prima quase on-line", adiantou.
O diretor fabril da Celtejo considerou que, nos próximos tempos, não vai ser necessário importar mais matéria-prima, uma vez que o fluxo de viaturas à fábrica "neste momento é enorme".
Carlos Coelho defendeu que o eucalipto "é o petróleo português", por se tratar de um produto natural que cria riqueza ao país.
O problema passa apenas pela quantidade, uma vez que o eucalipto português "é dos melhores do mundo e aquele que permite fazer uma pasta e um papel com melhor qualidade", explicou.
"Já temos esse dom sem ter que trabalhar para ele. Resulta da qualidade da espécie, do clima e do sol. São estes os três fatores fundamentais para o desenvolvimento da matéria-prima", disse o responsável da empresa.
Em 2013, a Celtejo produziu cerca de 217 mil toneladas de pasta de eucalipto, mais cerca de 30 mil toneladas do que no ano anterior.
Para 2014, Carlos Coelho estima uma produção de cerca de 230 mil toneladas, quantidade que será "um número recorde".
A Celtejo exporta 93% da sua produção para o mercado ibérico e do norte da Europa, sendo o restante absorvido pela empresa AMS-Goma Camps, parceira da Celtejo e que está instalada a escassa distância da Celtejo.
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