Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), disse hoje que o resultado da nova Política Agrícola Comum (PAC), "não foi mau para Portugal" e que o país "não receberá menos dinheiro".
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), disse hoje que o resultado da nova Política Agrícola Comum (PAC), "não foi mau para Portugal" e que o país "não receberá menos dinheiro".
"Dentro do enquadramento que tivemos, julgo que o resultado final em termos europeus, não foi mau para Portugal. O país não receberá menos dinheiro e há muitos países que vão receber menos dinheiro", disse João Machado à agência Lusa.
O dirigente falava à margem de uma sessão de esclarecimento para agricultores que decorreu na Escola Superior Agrária (ESA) de Castelo Branco.
João Machado explicou que a CAP tinha uma perspetiva de haver um maior equilíbrio entre países e entre agricultores na Europa, quando há três anos iniciou as negociações com a Comissão Europeia (CE).
"Hoje podemos dizer que o resultado não foi mau para Portugal", adiantou.
O dirigente da CAP referiu ainda que a forma "como está a ser construído este quadro comunitário de apoio (QCA), "é bastante positiva" e sublinhou que dentro daquilo que são as regras comunitárias e dentro do orçamento disponível, "temos aqui um novo bom QCA".
"Vamos poder continuar este ritmo de investimento que temos tido até agora e os agricultores nada têm a temer em relação ao futuro", acrescentou João Machado.
Segundo o dirigente, "estamos muito perto de saber quase tudo [sobre a PAC]. Há algumas decisões nacionais que ainda vão ser tomadas. Oficialmente, vão ser comunicadas aos agricultores pela ministra da Agricultura, durante a Feira de Agricultura de Santarém, no dia 09 de junho".
Questionado sobre uma eventual redução do número de candidaturas aos apoios da PAC nas últimas campanhas, João Machado referiu que neste momento, "há uma grande incerteza em relação à campanha de 2014".
"Houve um conjunto de circunstâncias que levaram a que houvesse algum atraso nas candidaturas, mas eu julgo que terminaremos a campanha sensivelmente com o mesmo número de agricultores e as questões fiscais, grande parte delas foram resolvidas", adiantou o dirigente.
Segundo João Machado, os agricultores quiseram informar-se e deixaram para o final do prazo as suas inscrições.
"Julgo que quando vierem os números oficiais terminaremos sensivelmente a campanha com o mesmo número de agricultores. As coisas estavam a recuperar bem na fase final e portanto, não foram as questões fiscais, no meu entender, que fizeram com que houvesse este atraso nas candidaturas", concluiu.
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