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País 2 de junho de 2014

Marcelo alerta PS que primárias demoram tempo

Por: Diario Digital Castelo Branco/Diario Digital

Marcelo Rebelo de Sousa criticou domingo a proposta de António José Seguro de avançar para eleições primárias para escolher o candidato do PS a primeiro-ministro, pois aquela opção iria deixar o partido sem uma posição definida durante muito tempo. Marcelo Rebelo de Sousa criticou domingo a proposta de António José Seguro de avançar para eleições primárias para escolher o candidato do PS a primeiro-ministro, pois aquela opção iria deixar o partido sem uma posição definida durante muito tempo.

No habitual de comentário dominical na TVI, o antigo líder social-democrata considerou que a ideia na essência é boa, mas questiona: «O problema é que pôr isto de pé demora x meses. E o PS vai ficar dependente? Num momento em que o Governo tem os problemas que tem, em que há a decisão do Tribunal Constitucional, em que há um Orçamento do Estado para elaborar, em que é preciso tomar posições o PS está a discutir um problema interno?».

«Eleições primárias são à americana. E isso custa uma fortuna. Tem de haver uma máquina infernal, com fiscalização, recenseamento… Pôr isto de pé demora vários meses. Seguro entrou numa fuga para a frente, enquanto Costa vai continuar uma máquina trituradora», disse.

Para Marcelo, a «vinda de António Costa era esperada», mas foi recebida com grande surpresa por António José Seguro, a quem considera um «líder a prazo» que optou por «empatar o jogo» ao propor eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro.

O comentador considera que «Costa é muito melhor do que Seguro», já que «cria a sensação de que pode ter sucesso eleitoral», mas «não é um Messias», frisou.

Quanto ao Governo, Marcelo considera que «a coligação levou dois pontapés esta semana. Saiu fresquinha e feliz, tanto quanto possível, das eleições de domingo, porque estava à espera, além de levar a sova monumental que levou, levar uma sova maior. Como não levou a sova maior, foi a sensação de alívio». Mas depois «foi Costa à terça e o Constitucional à sexta».

«Não imagina a perturbação que foi nos dirigentes da coligação com o avanço de Costa. Se pudessem votar nas primárias em Seguro, acho que iam todos de óculos escuros fazê-lo dizendo: ´Por amor de deus, Costa não`», ironizou.

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