Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O diretor de informação da RTP, Nuno Santos, garante que a operadora televisiva vai ouvir na RTP2 todos os candidatos dos partidos sem representação parlamentar, mas partidos mais pequenos contestam "diferenças de tratamento".
O diretor de informação da RTP, Nuno Santos, garante que a operadora televisiva vai ouvir na RTP2 todos os candidatos dos partidos sem representação parlamentar, mas partidos mais pequenos contestam “diferenças de tratamento”.
Cerca de duas dezenas de pessoas, em representação dos partidos PCTP/MRPP, Partido Trabalhista Português e Partido Nova Democracia, entraram hoje indevidamente nas instalações da RTP, em Lisboa, minutos antes do debate entre Paulo Portas e Jerónimo de Sousa.
Os representantes destes partidos – Garcia Pereira e José Manuel Coelho - protestaram contra a ausência dos pequenos partidos nos debates que juntam os líderes dos cinco principais partidos, com representação parlamentar, tendo deixado as instalações da RTP às 22:40, minutos depois de se terem reunido com o diretor de informação da estação.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião, Nuno Santos disse que a RTP vai “ouvir” estas candidaturas, nomeadamente no "principal" jornal da RTP2, situação que os partidos sem acento parlamentar reclamam ser um tratamento diferente em relação às restantes candidaturas.
"Consideramos que estamos a dar cobertura plural, além de todas as reportagens e trabalhos que faremos, de acordo com o critério jornalístico, durante a pré campanha e durante a campanha. Nós cremos que essa solução é equilibrada, espelha a realidade e o jornalismo também deve ser um espelho da realidade", disse.
Para o líder do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, esta situação permite que os cinco maiores partidos tenham "muito mais tempo de antena", e impede que os partidos sem representação parlamentar “possam questionar” um candidato de um partido com lugar na Assembleia da República.
"Ficámos a perceber que a solução definitiva é que a RTP, depois desta série de debates a dois, tem um debate conjunto com os restantes candidatos. Há um principio constitucional que estabelece que todas as candidaturas têm que ter igualdade de oportunidades", contestou.
José Manuel Coelho também contesta a "diferença de tratamentos", considerando que permite que haja "partidos que partem da linha de partida e há outros que partem trinta metros à frente e que têm mais vantagem".
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