Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
País 7 de maio de 2011

Presidente da República - "se não mudarmos, estaremos daqui a três anos, ou até antes disso, pior do que nos encontramos hoje”,

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Presidente da República considerou no seu discurso que o acordo celebrado por Portugal com instituições internacionais para assistência financeira é o sinal mais evidente da necessidade de se alterar o rumo das políticas e de se mudarem comportamentos.

O Presidente da República considerou no seu discurso que o acordo celebrado por Portugal com instituições internacionais para assistência financeira é o sinal mais evidente da necessidade de se alterar o rumo das políticas e de se mudarem comportamentos.

Cavaco Silva fez esta advertência numa comunicação país a partir do Palácio de Belém.

“O acordo é o sinal mais evidente da necessidade de alterarmos o rumo das políticas e de mudarmos de atitudes e comportamentos. Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades, a gastar mais do que aquilo que produzimos e a endividar-nos permanentemente perante o estrangeiro”, advertiu o chefe de Estado.

Neste contexto, o Presidente da República deixou mais um sério aviso: “De uma forma muito clara, quero dizer aos portugueses que, se não mudarmos, estaremos daqui a três anos, ou até antes disso, pior do que nos encontramos hoje”, frisou.

Sem se pronunciar sobre os aspetos específicos do acordo negociado pelo Governo com a Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE), o chefe de Estado referiu que o montante de 78 mil milhões de euros de ajuda que chegará a Portugal “não representa um cheque em branco” que os países europeus e as instituições internacionais concedem a Portugal “para que tudo permaneça na mesma”.

“O compromisso assumido constitui uma oportunidade que não é gratuita, é temporária e não se irá repetir nos próximos anos”, disse, antes de defender que a execução do acordo deve ter duas preocupações essenciais, a justiça social e o crescimento da economia.

“Há que minimizar o impacto negativo dos sacrifícios exigidos ao comum dos portugueses. Muitos cidadãos já ultrapassaram a sua capacidade de contribuir para o todo nacional”, apontou o Presidente da República, antes de advogar que o carácter fundamental de se defender o emprego e de se criarem condições para um crescimento sustentado da economia.

“Limitar a nossa dependência face ao exterior é uma condição essencial para que este programa de ajuda não seja um exercício em vão ou uma oportunidade perdida”, apontou Cavaco Silva na sua comunicação.

Para o Presidente da República, nos próximos anos, Portugal não pode falhar em três objetivos, “caso contrário voltaremos a ter problemas”.

“Tem de ocorrer um aumento significativo da poupança interna. Sei bem que numa altura de sacrifícios pouco sobra a muitas famílias para conseguirem poupar, mas sei também que muitos portugueses terão de alterar os seus padrões de consumo, adiando despesas, evitando gastos supérfluos e desnecessários, preferindo produtos nacionais, reduzindo o endividamento”, disse.

Outro objetivo, de acordo com o Presidente da República, passa por o Estado “dar o exemplo de contenção dos gastos e de combate ao desperdício dos dinheiros públicos”.

“É imprescindível que se verifique um aumento substancial da produção de bens que concorram com a produção externa”, acentuou o chefe de Estado.

Como terceiro objetivo essencial, segundo Cavaco Silva, passa pela reconquista da confiança dos mercados internacionais.

“Já houve um tempo em que Portugal projetava no exterior uma imagem prestigiada de Estado cumpridor e rigoroso”, disse, considerando então essencial que o país restaure a confiança externa “num horizonte temporal de dois a três anos”.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!