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País 10 de maio de 2011

Eleições: Portas e Sócrates trocam acusações de

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O líder do CDS-PP e o secretário-geral socialista travaram um debate em tom agressivo, acusando-se mutuamente de mentirem, com Paulo Portas a acusar José Sócrates de “irrealismo” e o primeiro-ministro a criticar a “irresponsabilidade” dos democratas-cristãos.

O líder do CDS-PP e o secretário-geral socialista travaram um debate em tom agressivo, acusando-se mutuamente de mentirem, com Paulo Portas a acusar José Sócrates de “irrealismo” e o primeiro-ministro a criticar a “irresponsabilidade” dos democratas-cristãos.

No debate, transmitido pela TVI, o secretário-geral socialista responsabilizou a oposição pela “abertura de uma crise política” em consequência do “chumbo” do PEC4 no Parlamento e confrontou o líder do CDS-PP.

“Acha foi um acto responsável da sua parte ter aberto esta crise política? Qual foi a utilidade desta crise política?”, perguntou José Sócrates a Paulo Portas, questionando se o líder do CDS-PP não reconhece que chumbou as medidas do PEC para depois as subscrever no momento em que subscreveu o acordo para a ajuda externa.

Para José Sócrates, o motivo do CDS-PP foi “querer deitar abaixo um Governo” porque “pensava que a direita ia ganhar as eleições”.

Paulo Portas recusou que o acordo para o empréstimo financeiro fosse exatamente igual ao PEC 4 mas começou por frisar que o acordo já foi “uma inevitabilidade”.

“Para que duas pessoas tenham uma discussão útil, é preciso que habitem a mesma realidade. O problema é que o candidato José Sócrates não habita a mesma realidade que a esmagadora maioria dos portugueses. Perdeu a noção do realismo há muito tempo”, respondeu Portas.

O líder do CDS-PP sustentou que “quando o candidato José Sócrates dizia que não era preciso ajuda externa do FMI estava a semanas de a pedir”.

O líder centrista aproveitou para recuperar um ponto do debate no qual Sócrates explicou o que quis dizer quando a 19 de Março afirmou: “não estou disponível para governar com o FMI”.

Sócrates tinha justificado a posição afirmando que “quis dizer” que lutou contra o pedido de ajuda externa numa altura em que “muitos sugeriam a vinda do FMI”.

Num dos momentos mais tensos do debate, Portas frisou que o PEC 4 previa o congelamento das pensões mínimas e rural e que nunca o aceitaria. Mas José Sócrates respondeu: “Não é verdade” e apresentou uma folha do PEC 4, na qual se lia, disse, que a suspensão da atualização das pensões “não deixará de permitir um aumento ainda que moderado das pensões mais baixas”.

Acusando Portas de não dizer a verdade, Sócrates afirmou que “há factos e há manipulações”, perante o líder do CDS-PP que devolveu a acusação: “José Sócrates é muito competente a manipular e pouco competente a governar”.

Portas argumentou que “só três ou quatro dias depois” do debate parlamentar é que “no texto definitivo do PEC aparece a frase que o primeiro-ministro leu”.

O primeiro-ministro insistiu que havia desde o início uma “margem de manobra de 80 milhões de euros” e acusou Paulo Portas de “inventar agora esta história”.

José Sócrates confrontou Paulo Portas com o facto de o CDS-PP não ter apresentado ainda o seu programa eleitoral, mostrando uma pasta vazia perante as câmaras.

“O senhor mente mal, já fez o seu número”, respondeu Portas, afirmando que o programa será apresentado no dia 14 de maio.

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