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País 14 de agosto de 2014

Constitucional anuncia hoje decisão sobre cortes em salários e pensões

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Tribunal Constitucional anuncia esta quinta-feira se aprova ou não os novos cortes em salários e pensões no próximo Orçamento.  O Tribunal Constitucional anuncia esta quinta-feira se aprova ou não os novos cortes em salários e pensões no próximo Orçamento. O caso tem agitado o PSD. O líder parlamentar dos sociais-democratas avisa que um chumbo pode levar à queda do Governo, mas o porta-voz garante que Passos Coelho não vai desistir. Nos pedidos, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, requereu  ao Tribunal Constitucional "a fiscalização das normas destes decretos em  face dos princípios constitucionais da igualdade e da proteção da confiança,  de modo a assegurar que a aplicação daquelas normas é acompanhada da necessária  segurança jurídica e que não subsistem dúvidas quanto à sua conformidade  com a Lei Fundamental".   Concretamente, o chefe de Estado requereu a fiscalização preventiva  da constitucionalidade de dois artigos do diploma que "estabelece os mecanismos  das reduções remuneratórias temporárias e as condições da sua reversão no  prazo máximo de quatro anos" (reintroduzindo os cortes entre 3,5% e 10%  nos salários do setor público acima dos 1.500 euros).   Os artigos em questão são o 2, relativo à "redução remuneratória" e  o 4, sobre a "reversão gradual da redução remuneratória temporária".   Quanto ao diploma que cria a contribuição de sustentabilidade, a solução  definitiva que substituirá a Contribuição Extraordinária de Solidariedade  (CES), o Presidente da República solicitou a fiscalização preventiva de  três artigos: o 2 (âmbito de aplicação da contribuição de sustentabilidade),  4 (cálculo da contribuição de sustentabilidade) e 6 (atualização das pensões). Dois dias antes de o chefe de Estado ter requerido a fiscalização preventiva  da constitucionalidade dos dois diplomas, o próprio Governo tinha-lhe enviado  uma carta a solicitar o envio para o TC destas normas orçamentais que tinham  sido aprovadas pela Assembleia da República a 25 de julho. Antes ainda, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tinha referido  que, neste momento, "tudo o que seja afastar dúvida jurídico-constitucional"  é importante, porque Portugal vai "precisar de rever todo o enquadramento  com a Comissão Europeia" e também por necessidade de estabilidade e previsibilidade  no plano interno. "Precisamos de dar aos portugueses uma certa estabilidade, para que  eles saibam com o que é que contam, para não andarmos todos os anos a mexer  nos impostos e a mexer nos rendimentos, de tal maneira que as pessoas fiquem  sem saber com aquilo que podem contar", argumentou. Além destes dois pedidos de fiscalização preventiva da constitucionalidade  requeridas pelo Presidente da República estão ainda no TC dois outros pedidos,  nomeadamente um requerimento do PCP, BE e PEV que deu entrada em janeiro  reclamando a inconstitucionalidade de dois artigos do decreto-lei 133/2013  que estabelecem novas reduções "de caráter temporário" dos valores de complementos  de pensão, subsídios de refeição, ajudas de custo e subsídios de deslocação  dos trabalhadores das empresas do Estado como o Metro, Carris ou CTT. Também ainda sem resposta do TC está um pedido do Provedor de Justiça,  apresentado em fevereiro, sobre algumas normas do decreto-lei 133/2012,  que alterou as regras de acesso e prestação do Rendimento Social de Inserção. A norma contestada por José de Faria Costa impõe que os cidadãos nacionais  tenham que residir pelo menos há um ano em Portugal para poder requerer  o Rendimento Social de Inserção. Ao contrário dos pedidos de fiscalização abstrata preventiva da constitucionalidade,  os processos de fiscalização sucessiva não têm um prazo na lei para serem  julgados.    

 

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