Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, disse esta 4ª-feira que o custo pago do primeiro ao último quilómetro é igual em todas as ex-scut, contrariando a ideia de que há autoestradas com portagens mais caras.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, disse esta 4ª-feira que o custo pago do primeiro ao último quilómetro é igual em todas as ex-scut, contrariando a ideia de que há autoestradas com portagens mais caras.
"Queria contrariar a perceção que muitas vezes existe de que temos neste troço ou naquela autoestrada a taxa de portagem mais elevada de todo o sistema. Não é verdade", referiu o secretário de Estado das Infraestruturas, transportes e Comunicações.
Sérgio Monteiro explicou que se for contabilizado aquilo que é pago do primeiro ao último quilómetro, "verificarão que o custo por quilómetro é igual e está regulado numa portaria” por si assinada. “Por isso, tenho a certeza do que estou a dizer", salientou.
O membro do Governo considerou que o custo por quilómetro pago na A23, "é igual a todas as outras [autoestradas] que têm sistemas de portagens similares", adiantou.
O governante, que falava em Castelo Branco, na sessão de encerramento do seminário "Scutvias - 15 anos", rebateu desta forma as declarações proferidas por Luìs Correia, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, que voltou a afirmar que a A23 tem as portagens por quilómetro mais caras do país.
"Diferente é dizer, se percorrer uma distância mais pequena e passar por um pórtico, nessa distância pago mais. Isso tem a ver com o sistema de cobrança, não com a cobrança em si, do primeiro ao último quilómetro, que é o que conta para efeitos de equidade", sustentou.
Para Sérgio Monteiro, não se pode definir o custo de cada um dos pórticos em função da área que abrange, "porque a área é muito diversa e porque as estradas tem essa caraterística, nomeadamente as ex-scut".
O importante, acrescentou, é definir-se um critério de equidade económica na cobrança.
"Julgo que o presidente da Câmara de Castelo Branco está de acordo com este princípio: Deverá ou não esta região ser discriminada positivamente em função de outras mais ricas", questionou.
O secretário de Estado recordou que a discriminação em função da residência é ilegal.
Contudo, adiantou que faz todo o sentido refletir, debater e, eventualmente, tomar ainda decisões sobre a questão, se uma determinada estrada inserida numa zona cuja percentagem do PIB é inferior à média nacional, "se deve ou não ter essa estrada um desconto face ao tal custo quilómetro que é igual em todas as estradas".
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