Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A mulher de 32 anos acusada de ter matado uma octogenária em Castelo Branco, em fevereiro, negou hoje em tribunal as acusações e remeteu para uma outra pessoa o eventual crime.
A mulher de 32 anos acusada de ter matado uma octogenária em Castelo Branco, em fevereiro, negou hoje em tribunal as acusações e remeteu para uma outra pessoa o eventual crime.
O Tribunal de Castelo Branco começou hoje a julgar a mulher, acusada de um crime de homicídio qualificado e outro de furto.
Segundo a acusação, os factos remontam a 10 de fevereiro de 2014, quando a arguida se deslocou à mercearia da octogenária, no Bairro Ribeiro das Perdizes, em Castelo Branco.
Apesar de o estabelecimento se encontrar encerrado, a vítima, de 82 anos, após verificar quem estava a bater à porta da mercearia, acabou por a abrir e, já no seu interior, por razões não determinadas, houve uma discussão entre as duas mulheres.
A arguida apoderou-se de uma faca de cozinha e dirigiu-se à vítima, que se refugiou na casa de banho, onde lhe foram desferidos vários golpes na cabeça e no pescoço.
De acordo com a acusação, abandonou depois o local, levando dinheiro [250 euros] e a faca.
Perante o coletivo de juízes, a arguida alegou que naquele dia encontrou-se com um homem com quem mantinha um relacionamento amoroso há cerca de um ano e meio e decidiram ir a um café, onde acabaram por não chegar a entrar, dirigindo-se então à mercearia.
Argumentou ainda que o homem entrou no estabelecimento e que ela ficou à porta durante pouco tempo.
Ao aperceber-se de que a octogenária se encontrava no chão, aproximou-se e levantou-a, não se apercebendo, no entanto, se ainda estava viva.
A arguida disse ainda que quando pretendeu chamar por socorro, o homem pediu-lhe para não dizer nada e ameaçou-a de morte, bem como aos seus filhos.
A arguida referiu também que conseguiu fugir do local, fechou-se em casa com os seus filhos e que desde essa altura não voltou a encontrar o homem.
Entretanto, segundo os dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ), durante a reconstituição do crime, a arguida nunca falou que esteve acompanhada por outra pessoa no local.
Aliás, segundo uma inspetora da PJ, que descreveu pormenorizadamente toda a reconstituição, a arguida só terá assumido os factos quando foi confrontada com as chamadas para o 112 que estavam no telemóvel e com a hora dos registos.
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