Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara Municippal do Fundão aprovou, apenas com os votos dos vereadores da maioria, um orçamento de 29,756 milhões de euros para 2015, o valor "mais pequeno dos últimos 12 anos", apontou o presidente da autarquia, Paulo Fernandes .
A Câmara Municippal do Fundão aprovou, apenas com os votos dos vereadores da maioria, um orçamento de 29,756 milhões de euros para 2015, o valor "mais pequeno dos últimos 12 anos", apontou o presidente da autarquia, Paulo Fernandes.
Os dois vereadores do PS, que constituem a oposição, recusaram votar os documentos por considerarem que a lei não obriga à votação e apenas à sua apresentação até dia 31 de outubro.
Sugeriram o adiamento da votação, mas os vereadores da maioria (PSD) consideraram que era preferível realizá-la, tendo presidente do executivo deixado a garantia de que, até à Assembleia Municipal de dezembro, e caso seja necessário, os documentos poderão voltar a ser analisados e alterados.
Sobre o orçamento, Paulo Fernandes recordou que, "sendo o mais pequeno dos últimos 12 anos, é necessariamente um orçamento de grande rigor", que simultaneamente também pretende "atingir taxas de execução que rondem os 85%".
O autarca explicou que a redução se enquadra numa "mudança de paradigma" que se traduz num orçamento "mais realista" e de "base quase zero", o que já estava patente no orçamento de 2014, que, no valor de 30,9 milhões de euros, também refletiu uma diminuição acentuada relativamente a outros anos.
Nas Grandes Opções do Plano 2015, e com cerca de sete milhões de euros inscritos, a "competitividade, inovação, captação de investimento e criação de valor económico" surgem como a principal área de investimento da autarquia, seguindo uma aposta que tem vindo a ser realizada nos setores mais específicos das novas tecnologias, do agroalimentar e da biotecnologia.
Neste âmbito, o município prevê a realização de investimento que já está relacionado com o que poderá ser a captação de fundos comunitários e que visa, por exemplo, a criação de um "porto seco" na zona industrial do Fundão, a persecução do plano para a atração de investidores na área dos polimentos e relojoaria ou a realização de projetos para concretização do alargamento a Sul do Regadio da Cova da Beira.
O desenvolvimento de centros de investigação e de incubação em áreas como a da fruticultura, da biotecnologia e da floresta também estão previstos entre o "investimento de cariz material e imaterial que a autarquia pretende levar a cabo", tal como apontou Paulo Fernandes.
Numa segunda vertente, com 3,5 milhões de euros, surgem a área social, o apoio à terceira idade, a educação, bem como o apoio a pequenos investimentos a realizar em colaboração com as juntas de freguesia.
Já a terceira área de ação prende-se com os novos modelos de participação e transparência e dentro dos quais se enquadram o orçamento participativo, com uma verba de cerca de 100 mil euros.
A ampliação do centro de competências, a requalificação da zona industrial do Fundão e a conclusão dos parques industriais de Silvares e da Soalheira são alguns dos restantes projetos com verba inscrita nos documentos aprovados.
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